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ANA: Tráfego de passageiros no aeroporto de Beja deverá crescer de forma "mais forte" a partir de 2017

O tráfego de passageiros no aeroporto de Beja deverá começar a registar um crescimento "mais forte" a partir de 2017 e, até lá, a "aposta" será a indústria aeronáutica, disse hoje o responsável da infra-estrutura aeroportuária alentejana.

Lusa 27 de Fevereiro de 2012 às 21:39
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"Se tudo correr bem, como esperamos, 2017 será o ano em que poderemos começar a ter um crescimento mais forte do tráfego de passageiros" no aeroporto de Beja com destino ao Alentejo, disse Pedro Beja Neves, da ANA - Aeroportos de Portugal.

Segundo o responsável, que falava no seminário "Alentejo 4 - Quadratura do Desenvolvimento", que decorreu hoje em Beja, o Alentejo está a afirmar-se como destino turístico, mas, "para ter aspirações mais altas, tem que aumentar a capacidade hoteleira".

"Há muitos projectos de empreendimentos turísticos em cima da mesa", sobretudo para as zonas do Alqueva e do litoral alentejano, "mas não há condições para os financiar", devido à crise.

Portanto, "há que esperar que o mercado financeiro volte a conceder crédito, para os promotores hoteleiros, que têm projectos em 'standby', poderem avançar com os empreendimentos", disse.

"Há expectativas de que Portugal volte aos mercados em 2013 ou 2014 e os promotores esperam começar a construir os empreendimentos" naqueles anos para "estarem concluídos em 2017", estimou.

Segundo o responsável, "se tudo correr bem, como se espera, em 2017 podemos começar a ter um número crescente de camas no Alentejo, que pode ser suficientemente atractivo para a região poder, cada vez mais, dinamizar rotas e atrair novas companhias aéreas" a partir de 2017.

Desta forma, frisou, o aeroporto da cidade alentejana pode "começar a ter um tráfego de passageiros mais sustentado e em função das necessidades do mercado", admitiu.

A ANA está a trabalhar com entidades ligadas à dinamização do turismo no Alentejo para que a região "seja cada vez mais um destino turístico atractivo e, a partir daí, nasçam rotas suficientemente atractivas e, depois, é só esperar que as companhias aéreas dinamizem o negócio de transporte de passageiros", explicou.

Até 2017, frisou, o aeroporto de Beja "terá que viver de uma valência muito importante", ou seja, a "apetência" para instalação de negócios ligados à indústria aeronáutica.

Nesta lógica, é "absolutamente importante" o projecto da empresa Aeromec, que prevê construir um hangar para manutenção de aviões no aeroporto de Beja, um investimento de cinco milhões de euros, disse.

A ANA já está em conversações com outro operador, com vista à instalação de um segundo hangar de manutenção de aviões no aeroporto, adiantou ainda.

Segundo Pedro Beja Neves, "é muito importante acarinhar estes projectos e tirar deles o maior partido", para "pôr o aeroporto de Beja no mapa da manutenção de aeronaves e, por aí, criar mais postos de trabalho e potenciar riqueza".

A aposta na indústria aeronáutica é "uma estratégia morosa e complexa", mas é a que "pode proporcionar crescimento e sustentabilidade nos próximos 10 anos de vida do aeroporto de Beja", frisou.

É a indústria aeronáutica que pode tornar o aeroporto de Beja numa "infra-estrutura muito bem posicionada para a indústria aeronáutica" e, a partir desta, para os negócios de transporte de passageiros e de carga, defendeu.

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