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Analistas antecipam subida de 47,4% nos lucros do BPI

O lucro líquido do BPI, no terceiro trimestre de 2009, terá subido 47,4% em termos homólogos, com o corte de custos operacionais a contrabalançar o efeito negativo do aumento das imparidades e do estreitamento das margens, segundo a média de uma poll de seis analistas consultados pela agência Reuters.

Negócios negocios@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 16:46
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O lucro líquido do BPI, no terceiro trimestre de 2009, terá subido 47,4% em termos homólogos, com o corte de custos operacionais a contrabalançar o efeito negativo do aumento das imparidades e do estreitamento das margens, segundo a média de uma “poll” de seis analistas consultados pela agência Reuters.

O resultado líquido do banco deverá ter alcançado os 37,3 milhões de euros, o que compara com os 25,3 milhões de euros de igual período do ano anterior. No trimestre homólogo de 2008, o lucro líquido do banco liderado por Fernando Ulrich foi pressionado por perdas relacionadas com a posição detida no Banco Comercial Português (BCP), bem como pela crise financeira e pela desaceleração económica em Portugal.

No acumulados dos primeiros nove meses do ano passado, a instituição financeira registou o impacto negativo de 177 milhões de euros relativos à participação financeira que mantinha no BCP.

Os mesmos analistas consultados pela agência Reuters estimam que a margem financeira do banco deverá ter recuado 11,7% para os 146,8 milhões de euros entre Julho e Setembro de 2009.

"(Esta queda da margem financeira) deve-se, sobretudo, à pressão sobre as margens da actividade doméstica", afirma Rita Carles, analista do Banif, numa nota com a previsão de resultados do BPI, citada pela agência noticiosa.

A mesma responsável acrescenta que "as 'fees' e comissões deverão manter o ritmo de recuperação registado desde o primeiro trimestre deste ano, tanto no mercado doméstico como no angolano".

Já Rita Silva, analista do Millennium investment banking (IB), adianta numa nota de análise que "a margem financeira deverá continuar a reflectir o duro ambiente económico, através de mais baixos volumes, mas também a dificuldade em compensar o efeito da quebra acentuada das taxas de juro, ocorrida durante o primeiro semestre do ano".

As acções do banco terminaram a sessão inalteradas nos 2,53 euros.



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