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Analistas aplaudem resultados de participadas da Sonae

Os analistas aplaudiram, na generalidade, os resultados ontem apresentados pelas participadas da Sonae SGPS, destacando o «forte» desempenho operacional da Sonae Industria e da Sonaecom.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 29 de Abril de 2005 às 11:26
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Os analistas aplaudiram, na generalidade, os resultados ontem apresentados pelas participadas da Sonae SGPS, destacando o «forte» desempenho operacional da Sonae Industria e da Sonaecom.

A Sonae Indústria divulgou ontem que os lucros atingiram os 15 milhões de euros, no primeiro trimestre deste ano, contra um milhão no período homólogo. As vendas caíram 1% para os 362 milhões de euros, mas numa base comparável, ou seja, excluindo a Gescartão, o volume de negócios subiu 5,54%. Igualmente numa base comparável o EBITDA melhorou 58%.

Os lucros da Sonae Sierra foram de 27,5 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 34% face ao período homólogo. Os resultados directos dos investimentos registaram uma subida de 8% para os 13,4 milhões de euros e o EBITDA subiu 20% para os 29 milhões de euros com a empresa a justificar a progressão do «cash flow» operacional com a abertura de novos centros comercais e a expansão no Brasil.

Os analistas da Caixa BI explicam que os resultados da Sonae Indústria e da Sonae Sierra «são positivos, o que deverá ter um impacto positivo ao nível da casamãe». Neste contexto revelam que deverão rever em alta as suas estimativas para a Sonae SGPS assim como o seu «fair-value».

Os especialistas do BPI destacam o «forte desempenho operacional» da Sonae Industria explicando que «confirmam o momento positivo que o sector está a atravessar». Sublinham, por outro lado, que o desempenho «não foi tão bom quanto parece uma vez que o EBITDA incluiu itens extraordinários».

A empresa teve um comportamento «melhor do que as nossas expectativas no Canadá e no Sul de África, enquanto mostra sinais promissores de melhoria dos lucros no Reino Unido e no Brasil». Por outro lado, destacam o desempenho «modesto» da empresa na França e explicam que na Alemanha foi afectada por ítems extraordinários.

Em suma, «acreditamos que a Sonae Industria está bem posicionada para alcançar as nossas estimativas para 2005: esperamos que o EBITDA aumente 10% face a 2004 sem a Gescartão (queda de 8% com a Gescartão)», revelam os analistas.

Os analistas do Caixa BI explicam que os resultados da Sonaecom, em termos operacionais, se situaram «ligeiramente» acima das expectativas «devido à melhor performance da Optimus».

A Sonaecom apresentou, ontem, lucros atribuíveis de 4,6 milhões de euros, no primeiro trimestre deste ano, face aos 235 mil euros conseguidos um ano antes. Em comunicado, a Sonaecom adiantou que o volume de negócios do primeiro trimestre atingiu os 196,866 milhões de euros, o que revela um decréscimo de 4,8% face aos 206 milhões do primeiro trimestre de 2004.

Esta descida é explicada pela «redução das receitas de serviço da Optimus em cerca de 9%, resultado do menor volume de tráfego de operadores fixos a terminar na sua rede e à implementação de novas tarifas de interligação móvel, com efeito a partir de 7 de Março», sendo, ainda, explicada pelo facto de «o Público ter registado uma quebra do volume de negócios de 21% face ao primeiro trimestre de 2004, devido essencialmente a menos vendas de produtos associados motivado por alguns atrasos registados no lançamento de novos coleccionáveis».

O Caixa BI explica que, «apesar de a curto prazo se verificar um abrandamento no crescimento, esperamos que o elevado esforço de investimento que a Sonaecom está a fazer, nomeadamente no acesso de banda larga e na substituição fixomóvel, permita à empresa, a médio prazo, inverter a tendência de abrandamento».

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