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Analistas esperam quebra média de 37% do lucro da Galp devido a refinação

O Caixa BI acredita que os resultados do primeiro trimestre “conduzem a uma conclusão claramente negativa”. O segmento da refinação, como já tinham mostrado os resultados previsionais, deverá ser o principal responsável pela quebra do lucro. O EBITDA, ainda assim, deverá subir, segundo as contas dos especialistas que seguem a petrolífera.

Paulo Duarte
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 24 de Abril de 2014 às 12:19
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Os analistas das casas de investimento do BPI, BES e CGD antecipam uma descida do lucro da Galp nos primeiros três meses do ano. A expectativa para os resultados que serão divulgados a 29 de Abril deve-se, essencialmente, à refinação.


Segundo cálculos do Negócios, com base nas estimativas das unidades de investimento, o EBITDA recorrente (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) deverá subir, em média, 7% para 272 milhões de euros. Nos primeiros três meses de 2013, o indicador situava-se em cerca de 253 milhões de euros.

 

O resultado líquido médio recorrente da petrolífera nacional esperado para as contas relativas ao primeiro trimestre é de 47 milhões de euros. Uma quebra de 37% face aos 76 milhões de euros alcançados um ano antes.

 

O BESI é o banco mais pessimista no que diz respeito ao lucro. Aponta para 37 milhões, esperando um impacto pela negativa devido ao crescimento de despesas financeiras e despesas não recorrentes. Já o BPI encontra-se no ponto oposto, com 56 milhões.

 

“Num primeiro olhar, as estimativas de resultados para o primeiro trimestre conduzem a uma conclusão claramente negativa, dado o impacto gerado pelo negócio de refinação (na sequência do longo período de manutenção na refinaria de Sines, com a queda do crude processado mas também devido à descida das margens de refinação de mercado)”, indica o analista do Caixa BI Carlos Jesus, que espera um lucro de 50 milhões de euros para o período entre Janeiro e Março de 2014.

 

No BPI, a área de R&M (Refinação & Distribuição) é vista também como estando sob pressão devido à descida das margens da refinação (diferença de preço entre a compra de barril de petróleo e a venda do produto refinado).

 

Nos resultados previsionais divulgados pela Galp a 15 de Abril, a refinação era a área que se destacava pela negativa, o que serve de base para as conclusões dos analistas.

 

“Acreditamos que o mercado já deverá ter incorporado grande parte dos dados negativos da área da refinação, logo com impacto limitado no preço da acção”, continua Carlos Jesus.

 

Já no segmento de E&P (Exploração & Produção), os números esperados são positivos. Para o Caixa BI, “a performance operacional na área de negócio de exploração e produção, que neste momento é estratégica para a empresa, foi positiva (cumprindo-se o aumento de produção antecipado no Brasil)”. A área de G&P (Gás & Energia) deverá também apresentar um comportamento forte e contribuir positivamente para as contas.

 

As acções da Galp seguem a subir 0,28% para os 12,605 euros. Um preço que dá margem de valorização para as três casas de investimento, que atribuem, todas, uma recomendação de “comprar”. O Caixa BI aponta para um preço-alvo de 18,50 euros, o BPI de 16,80 e o BESI de 14,70 euros. 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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