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Antigo assessor da gestão do BPN nega ter dado ordens sobre Banco Insular (act)

Leonel Mateus, antigo quadro do Banco Português de Negócios e ex-assessor do antigo administrador da instituição, Luís Caprichoso, nega ter alguma vez dado ordens relativas a operações de transferência entre o BPN e o cabo-verdiano Insular.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 10 de Março de 2009 às 16:10
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Leonel Mateus, antigo quadro do Banco Português de Negócios e ex-assessor do antigo administrador da instituição, Luís Caprichoso, nega ter alguma vez dado ordens relativas a operações de transferência entre o BPN e o cabo-verdiano Insular.

"É completamente falso. Do Insular apenas conheço o nome", garantiu esta tarde na comissão de inquérito à nacionalização do BPN.

Recorde-se que há algumas semanas, António José Duarte, assessor da gestão do BPN desde a liderança de José de Oliveira Costa, disse que tinha recebido ordens de transferências para o Insular de Oliveira Costa, Francisco Sanches, Luís Caprichoso e Leonel Mateus.

Este tarde, Leonel Mateus garantiu que a sua actuação na Plafin, sociedade prestadora de serviços do grupo Sociedade Lusa de Negócios (SLN), era responsável pela contabilidade de sociedades não financeiras. O próprio responsável diz ter apenas sido responsável nesta sociedade por fazer contabilidade e assessoria de gestão à área não financeira da SLN.

Leonel Mateus disse ter trabalhado no grupo apenas entre 2002 e 2005.

Questionado pelo PSD directamente sobre as declarações de António José Duarte, Leonel Mateus afirmou: "Nunca ordenei qualquer ordem nem podia ter ordenado, pois só os titulares das contas o podiam fazer. Entregava ordens ao banco".

Nunca fui remunerado nem desempenhei funções executivas na Voilpart

"Participava no conselho de administração de várias empresas, mas apenas para efeitos da sua constituição. Nunca fui remunerado nem desempenhei funções executivas", afirmou Leonel Mateus sobre o facto de ter sido administrador da sociedade Voilpart. O inquirido disse não se lembrar especificamente de ter integrado a administração da Voilpart.

João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda, fez perguntas sobre esta sociedade pelo facto de ter havido uma transferência de 11 milhões de euros da Voilpart para o Insular. Leonel Mateus disse não saber se, na altura dessa transferência, era ainda administrador da Voilpart e afirmou desconhecer esse movimento em causa.

Leonel Mateus, ex-administrador da Plafin, prestadora de serviços de contabilidade da SLN, esclareceu ainda que nunca foi assessor da administração do BPN nem da SLN e diz que nunca pertenceu ao gabinete de Luís Caprichoso.

"Fui órgão social da Plafin em 2002. Entre essa data e 2005 não havia qualquer relação funcional entre a Plafin e a administração do BPN", adiantou Leonel Mateus. O antigo quadro do grupo referiu ainda que, na Plafin, apenas processava ordenados e debitava salários na SLN.

"Tanto quanto me recordo, a Plafin tinha como custos as despesas de água e luz que debitava à SLN", afirmou Leonel Mateus, revelando que a sociedade teve prejuízos em 2002 e 2003, mas terá tido pequenos resultados positivos em 2004.

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