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António Mexia: Privatização da EDP é "evolução natural"

O presidente da EDP afirmou hoje que a privatização da empresa é "uma evolução natural" e defendeu que a "grande questão" está em saber qual a alienação que vai ser feita das acções que ainda fazem parte da carteira do Estado.

Lusa 04 de Julho de 2011 às 21:20
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"É uma evolução natural. A velocidade dessa evolução é que foi a meu ver alterada e neste momento temos de respeitar aqueles que são os compromissos", disse António Mexia, em declarações aos jornalistas, no final da conferência Respostas da Sociedade Civil e o Papel das Empresas numa Sociedade Mais Inclusiva, que decorreu hoje, em Lisboa.

António Mexia referia-se ao processo de privatização da EDP que faz parte do compromisso assumido pelo anterior Governo perante os membros da troika.

O presidente da EDP esclareceu que, no caso da empresa que dirige, "o Estado tinha mais acção de voto do que de veto" porque tinha acções.

"A grande questão está no processo de conclusão de privatização da EDP e qual a alienação das acções que ainda fazem parte da carteira do Estado. Essa é que é a questão decisiva no caso da EDP, mais do que qualquer outra alteração", defendeu.

António Mexia sublinhou que a privatização da eléctrica nacional "é uma decisão que compete exclusivamente ao Estado" e admitiu haver "interessados" que já comunicaram o seu interesse, "quer ao Governo quer à Parpublica".

Apesar de evitar falar em casos concretos, acabou por referir a empresa brasileira Eletrobras, dizendo que é um nome "que faz sentido".

Em relação à Eletrobras, "como em relação a outros nomes que têm surgido", disse, ser uma companhia com qual a EDP já trabalha, da qual é "parceira" no Brasil, com quem tem "as melhores relações", sendo "accionistas conjuntos em vários projectos", pelo que entende ser "um nome que faz sentido, mas [que] é da exclusiva responsabilidade do Governo".

Da parte da EDP, Mexia disse que lhe compete continuar a mostrar que é a "maior multinacional portuguesa" e que "é capaz de atrair atenção por parte de 'players' [operadores] na medida em que conseguiu criar uma história individual de criação de valor única, distintiva".

Questionado sobre o facto de com a privatização o Estado perder os seus direitos especiais, António Mexia disse ver isso como um desafio e como uma oportunidade. "Esta próxima fase de privatização também dá uma oportunidade à companhia, do ponto de vista daquilo que são instrumentos para o seu crescimento", uma vez que "aquilo que foi o papel importante que o Estado teve, para a consolidação dessa estratégia e desse crescimento, está realizado", considerou.



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