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António Mexia: "Chineses não estão à procura de controlo"

O presidente da EDP considera "muito equilibrada" a estrutura accionista da EDP, notando que para avançar na internacionalização do grupo será necessário "manter uma abordagem amigável" ao nível da parceria com a China Three Gorges.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 28 de Maio de 2012 às 12:46
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O presidente executivo da EDP, António Mexia, recusou o cenário de os chineses da Three Gorges construírem uma posição de controlo total do grupo, garantindo, em entrevista à Bloomberg, que "eles não estão à procura de controlo".

António Mexia afirmou na mesma entrevista que a EDP tem "uma estrutura accionista muito equilibrada", dada a presença de outros investidores internacionais, como a Sonatrach e a IPIC.

Mas o CEO da EDP também lembrou as ambições de internacionalização da eléctrica e o interesse que a própria Three Gorges tem nos novos mercados da EDP. "Sendo uma porta para esses mercados, precisamos de manter uma abordagem amigável", comentou António Mexia.

O presidente da EDP também reconheceu que a China Three Gorges ainda poderá adquirir os últimos 4% que o Estado tem no grupo, mas notou que a companhia asiática não irá além disso. O acordo com a Three Gorges, voltou a afirmar António Mexia, "é bom porque dá músculo e estabilidade à empresa".

António Mexia acredita ainda que a concretização, até ao Verão, da primeira venda de posições minoritárias em parques eólicos à Three Gorges "dará credibilidade à parceria" feita entre a EDP e a empresa chinesa.

Questionado pela Bloomberg sobre a actual cotação das acções da EDP, António Mexia lembrou que os títulos estão a transaccionar a um preço equivalente a 80% do valor contabilístico do grupo. "Não faz sentido nenhum", referiu o gestor, sublinhando que, apesar disso, a EDP se tem portado "bastante bem" no mercado.

Mexia realçou ainda o facto de grande parte do crescimento da EDP vir do exterior, como Polónia e Roménia, e que por isso, a eléctrica está "muito confortável com a situação" actual da empresa e com os objectivos traçados para os próximos anos, que apontam para um crescimento médio de 5% por ano até 2015.

Mexia está confiante que a EDP não "será arrastada" pelos problemas de dívida soberana, até porque em termos de financiamento a eléctrica não tem necessidades para assegurar nos próximos tempos.

Quanto ao país e à sua capacidade de superar esta crise, Mexia salientou que "depende não do que Portugal está a fazer, mas de Espanha e de outros" países. E sublinhou que "se queremos ter dinheiro da troika precisamos de atingir os objectivos" traçados no programa de ajustamento assinado com a troika.
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