Banca & Finanças António Mexia pode sair do BCP depois de 12 anos no banco

António Mexia pode sair do BCP depois de 12 anos no banco

O número de mandatos cumpridos e o processo que enfrenta na justiça poderão levar António Mexia a deixar o cargo de administrador não executivo do maior banco privado no país.
António Mexia pode sair do BCP depois de 12 anos no banco
Negócios 09 de fevereiro de 2018 às 10:41
António Mexia pode deixar o cargo de administrador não executivo do BCP. O gestor ocupa o cargo desde 2006 e pode vir a sair este ano dos órgãos sociais do banco avança o jornal Público esta sexta-feira, 9 de Fevereiro.

Uma das razões para a saída do presidente da EDP do banco prende-se com o número de mandatos cumpridos em 12 anos, num total de quatro desde 2006, quando Paulo Teixeira Pinto presidia à instituição.

A outra razão prende-se com o processo que enfrenta na justiça. António Mexia foi constituído arguido em 2017 nas investigações aos contratos CMEC da EDP, que foram assinados durante o Governo de José Sócrates.

Segundo o jornal Público, António Mexia estará a equacionar sair do maior banco privado em Portugal como forma de evitar que o supervisor Banco Central Europeu (BCE) levante obstáculos à sua presença nas listas candidatas aos órgãos sociais do BCP para o triénio 2018-2020, cuja votação vai ter lugar na próxima assembleia-geral de 15 de Maio.

Depois de António Mexia ter sido constituído arguido em Junho do ano passado por suspeita da prática de factos susceptíveis dos crimes de corrupção activa e passiva e participação económica em negócio, o Banco de Portugal questionou o BCP sobre este assunto de forma a avaliar se o gestor mantinha condições para continuar a integrar a administração não executiva do BCP.

Apesar de ter sido o supervisor nacional a recolher dados, quem vai avaliar a idoneidade dos membros da gestão do BCP vai ser o BCE em Frankfurt, pois o BCP é um banco considerado de risco sistemético, cujo eventual colapso teria graves consequências para a economia nacional.