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António Almeida diz que MIBEL não vai arrancar a 1 de Julho

O MIBEL-Mercado Ibérico de Electricidade não vai arrancar a 1 de Julho de 2005 como previsto, sendo urgente ultrapassar vários obstáculos para que o pólo português que negociará futuros de energia - OMIP - entre em pleno funcionamento, disse António de Al

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Junho de 2005 às 13:17
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O MIBEL-Mercado Ibérico de Electricidade não vai arrancar a 1 de Julho de 2005 como previsto, sendo urgente ultrapassar vários obstáculos para que o pólo português que negociará futuros de energia - OMIP - entre em pleno funcionamento, disse António de Almeida, presidente do OMIP.

Adiantou, numa entrevista à Reuters, que «não é de excluir que o próprio Acordo Internacional de Santiago de Compostela, de Outubro de 2004, tenha de sofrer alterações para se ajustar ao Livro Branco que vai redefinir as regras do mercado eléctrico espanhol, com naturais incidências no MIBEL, e cujas conclusões deverão ser conhecidas no princípio de Julho».

Realçou que «o MIBEL não pode ser ligado a uma data, é um processo de construção com produção de resultados a médio-prazo».

Adiantou que «por isso, é preferível esperar mais dois, três ou quatro meses para os dois Governos definirem claramente um modelo de mercado consistente, do que fazer um pseudo-arranque com um modelo que tem forte probabilidade de vir a ser alterado a muito curto-prazo».

Na Cimeira Ibérica de Julho de 2003, os dois países Ibéricos acordaram que o MIBEL entraria em vigor a 20 de Abril de 2004, com o funcionamento do pólo «spot» de uma futura Pool Ibérica em Espanha - OMEL - e o pólo «forward» em Portugal -- OMIP.

O MIBEL, com os seus 30 milhões de clientes e 50 milhões de consumidores, seria o segundo passo da Europa para a criação de um Mercado Interno de Electricidade após a Nord Pool, que agrega os países da Escandinávia, ter sido criada em 1993.

Mas, devido a mudanças de Governo em Espanha e Portugal, bem como a várias questões regulatórias e técnicas, o MIBEL não viu a luz do dia e, na Cimeira de Santiago de Compostela, os dois países relançaram uma nova data: até 30 de Junho de 2005.

«1 de Julho é uma data de Acordo Internacional que não está ratificado por nenhum dos dois países mas, mesmo que estivesse ratificado, não se iniciaria o processo. A 1 de Julho a situação será igual à de 30 de Junho e nada acontecerá», afirmou.

«Se as conclusões do Livro Branco forem conhecidas no início de Julho, as partes meditarem sobre elas no Verão e definirem o esqueleto do novo MIBEL até fim de Setembro, seria vantajoso que, até Janeiro de 2006, o mercado abrisse aos agentes», acrescentou em entrevista à Reuters.

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