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António Borges acusa Governo de retomar controle político de empresas

O economista social-democrata António Borges acusou o governo, na Figueira da Foz, de estar a retomar o controle político de empresas, considerando a situação como lamentável, noticiou a Lusa.

Negócios negocios@negocios.pt 08 de Setembro de 2005 às 08:29
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O economista social-democrata António Borges acusou o governo, na Figueira da Foz, de estar a retomar o controle político de empresas, considerando a situação como lamentável, noticiou a Lusa.

"Claramente este Governo está a retomar o controle político de empresas que estavam despolitizadas e isso é lamentável. É o contrário do que interessa a qualquer destas empresas", disse aos jornalistas António Borges, no final de um jantar/debate com empresários, integrado no programa de recandidatura de Duarte Silva (PSD) à autarquia local.

O economista considerou que a alegada atitude governamental contrasta com o sucedido no primeiro governo de António Guterres.

"Estamos claramente a andar para trás, note-se que é um grande retrocesso mesmo para o Partido Socialista, porque no primeiro governo do engenheiro Guterres tivemos um ciclo muito bem sucedido de privatizações que tiveram um impacto muito grande na liberalização da economia", frisou.

Questionado sobre quais as empresas em causa, depois das nomeações para a GALP e Caixa Geral de Depósitos (CGD), António Borges apontou os casos da EDP e da Portugal Telecom (PT).

"Não aconteceu ainda na EDP mas é evidente que a EDP está na mira, como está a PT, é bem sabido. A primeira coisa que o Governo fez mal chegou ao poder foi mandar adiar a assembleia geral da PT (à), com o único objectivo que é o de mostrar quem manda" afirmou.

Durante o discurso que proferiu perante cerca de meia centena de empresários presentes na iniciativa, António Borges tinha já avisado que o Estado está "a tomar o controle de empresas, mesmo aquelas que são privadas".

"Não parece haver limite a esta vontade de controlar, o que não é surpresa. Dentro do PS há gente que acha que deve ser o Estado a mandar. Os agentes económicos estão hoje em completa perplexidade, sem perceberem para onde vai o país" sublinhou. Disse ainda que o Governo "tem vindo a desapontar dia após dia, não dá nenhuma ideia concreta do que quer fazer na área económica".

"Não é muito claro quem realmente manda, se o primeiro- ministro, se o PS, se interesses instalados à esquerda ou à direita", sustentou.

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