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António Borges diz proteccionismo na Europa é «extremamente indesejável»

António Borges, vice-presidente da Goldman Sachs International, disse hoje que a onda de proteccionismo na Europa está a ganhar força, o que é «extremamente indesejável». As declarações do responsável português foram proferidas no mesmo dia em que a Comis

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 03 de Maio de 2006 às 14:47
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António Borges, vice-presidente da Goldman Sachs International, disse hoje que a onda de proteccionismo na Europa está a ganhar força, o que é «extremamente indesejável». As declarações do responsável português foram proferidas no mesmo dia em que a Comissão Europeia avançou com o primeiro passo para avançar com uma multa a Espanha, devido à OPA sobre a Endesa.

«Uma nova onda de nacionalismo parece ter ganho força em alguns países europeus», o que «é extremamente negativo».

As declarações do executivo da Goldman Sach, citadas pela Bloomberg, foram proferidas numa conferência de «corporate governance» em Bruxelas, no mesmo dia em que a Comissão Europeia ameaçou a Espanha sobre a defesa que está a fazer à Endesa, acerca da OPA lançada pela E.ON.

A Espanha reforçou os poderes do seu regulador da energia, a CNE, de modo a que esta possa bloquear a oferta da alemã E.ON. O objectivo espanhol é de que a OPA lançada pela Gás Natural sobre a Endesa tenha sucesso, de modo a criar um campeão nacional.

Bruxelas avançou hoje com o primeiro aviso formal a Espanha, de modo a que o país desista de aplicar a lei que permite a um regulador impedir que uma empresa compre mais de 10% do capital de uma empresa que seja alvo de regulação.

«As razões defendidas são vagas e indeterminadas, e em resultado podem dar às autoridades poderes discriminatórios», defende Bruxelas.

Bruxelas classifica a decisão de hoje como uma campanha contra o proteccionismo.

Para António Borges, que se recusou a comentar o caso espanhol em particular, «o aumento do proteccionismo reduz a concorrência, aumenta os poderes da gestão e impede o surgimento de verdadeiras empresas europeias com accionistas e negócios em diferentes países europeus».

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