Banca & Finanças Apollo vai injectar 150 milhões na Tranquilidade

Apollo vai injectar 150 milhões na Tranquilidade

Os norte-americanos da Apollo comprometem-se a injectar pelo menos 150 milhões de euros na Tranquilidade, após concretizarem a compra da seguradora que era do Grupo Espírito Santo. Gestora de fundos de "private equity" investe cerca de 200 milhões e supera ofertas de grandes grupos seguradores.
Apollo vai injectar 150 milhões na Tranquilidade
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Gago 22 de agosto de 2014 às 13:15

A Apollo Global Management, que está prestes a comprar a Tranquilidade por 50 milhões de euros, vai injectar mais 150 milhões na companhia após assumir o controlo da empresa, sabe o Negócios. No total, a gestora de fundos de "private equity" vai investir um total de 200 milhões de euros na seguradora que pertencia ao Grupo Espírito Santo (GES) e agora vai ser vendida pelo Novo Banco.

 

O aumento de capital que a Apollo se comprometeu a realizar na companhia pretende repor os rácios de solvência da Tranquilidade acima do mínimo recomendado pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) e do nível registado antes de o GES ter aplicado 150 milhões dos activos sob gestão em dívida das suas "holdings", que agora estão em processo de protecção de credores. No final do ano passado, o rácio de solvência da seguradora era de 158%.

 

Tal como o Negócios revela esta sexta-feira, a proposta de compra da Apollo foi seleccionada como "preferencial" depois de um processo competitivo que se prolongou por mais de seis meses e que foi promovido pelo Banco Espírito Santo de Investimento, a instituição mandatada pelo GES para vender a totalidade da Tranquilidade. Pelo caminho ficaram as propostas de grandes grupos seguradores internacionais, como a Liberty, a Allianz e a Generali, além de outros gestores de "private equity" como a Permira.

 

Ainda antes de a Tranquilidade ter investido 150 milhões em dívida do GES, que agora é praticamente irrecuperável, o preço proposto para a aquisição rondava os 220 milhões de euros. Foi esta a oferta mais elevada e, por essa razão, a Apollo foi seleccionada como candidato preferencial à compra, com quem foram desenvolvidas negociações exclusivas.

 

No entanto, depois de ser descoberto a aplicação de 150 milhões em dívida do GES que o grupo levou a Tranquilidade a fazer, este valor foi deduzido ao negócio. Daí que o encaixe para o vendedor, que agora será o Novo Banco que recebeu a companhia em penhor de um crédito, venha a ser de cerca de 50 milhões de euros.

 

Como o Negócios noticia esta sexta-feira, a concretização do negócio está a aguardar que o Novo Banco execute o penhor que tem sobre o Espírito Santo Financial Group (ESFG), "holding" financeira do GES que controlava 100% da Tranquilidade. A companhia foi dada como garantia de um crédito de 700 milhões de euros que o BES tinha sobre o ESFG e que foi transferido para o Novo Banco. Este crédito resultou do facto de o ESFG ter constituído uma provisão de 700 milhões para garantir o reembolso do papel comercial subscrito por clientes de retalho do BES.




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI