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Apple deixa de controlar que programas são instalados nos iPhone

Acção já difundida entre os utilizadores de smartphones passa a ser legal nos Estados Unidos, com a nova consideração da Biblioteca do Congresso, e pode levar ao desenvolvimento de mais aplicações.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Julho de 2010 às 14:03
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Os utilizadores do iPhone que instalavam aplicativos não autorizados pela Apple já podem respirar de alívio. A acção de jailbreaking, que significa quebrar o controlo dos fabricantes dos smartphones e instalar os produtos e serviços que se pretende, passou a ser legal depois das excepções abertas pela Biblioteca do Congresso.

De três em três anos, este órgão americano tem o direito de abrir excepções a uma lei federal de 1998 que proíbe os utilizadores de ultrapassarem as regras impostas pelas fabricantes. O pedido tinha sido feito por um grupo de direitos digitais, Electronic Frontier Foundation, tendo sido considerada por Corynne McSherry, advogada da instituição, “uma importante vitória para os proprietários do iPhone”.

“As pessoas que querem experimentar e conhecer o mundo fora da esfera da Apple têm agora a possibilidade legal de o fazer”, afirmou citado pelo “The New York Times”. Apesar de ser uma acção que não afecta apenas a Apple mas sim todas as produtoras de smartphones, a verdade é que a empresa liderada por Steve Jobs é a grande lesada.

“O objectivo da Apple tem sido sempre o de assegurar uma boa experiência dos nossos clientes com o seu iPhone e sabemos que o ‘jailbreaking’ vai degradar, severamente, essa experiência”, disse uma porta-voz da firma.

A Apple adianta que, com a acção, os iPhone ficam instáveis e não trabalham de forma completamente segura, além de que as novas excepções à lei dos direitos de autor vão encorajar aplicações piratas, aumentando os riscos a que os smartphones ficam expostos.

No entanto, um operador de um serviço do software “Rock Your Phone” disse ao “The New York Times” que a decisão de desbloquear os aparelhos é “extremamente excitante” para quem desenvolve aplicações.
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