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Apple investigada no senado por alegada fuga aos impostos

A tecnológica norte-americana terá conseguido poupar 44 mil milhões de dólares com esquema de fuga aos impostos, nos últimos quatro anos. Tim Cook foi chamado ao senado, apesar da empresa negar ter utilizado “truques fiscais”.

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Rita Dias Baltazar rbaltazar@negocios.pt 21 de Maio de 2013 às 12:03
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A Apple terá usado subsidiárias na Irlanda, sem residência fiscal em qualquer país, para fugir aos impostos, acusa o Senado norte-americano. Para as subsidiárias irlandesas a Apple canalizava os lucros que obtinha fora dos Estados Unidos da América (EUA).

 

Um documento de 40 páginas realizado com base nas investigações feitas pelo Senado explica a estrutura fiscal que a tecnológica norte-americana montou e que lhe permitiu poupar milhares de milhões de dólares em impostos. O CEO da Apple foi chamado para uma audiência no senado, segundo a agência Reuters.

 

No total a Apple terá poupado 44 mil milhões de dólares (34,226 mil milhões de euros) com esta fuga aos impostos, nos últimos quatro anos. O democrata Carl Levin chamou ao esquema da Apple o “Santo Graal” das fraudes fiscais. A Apple “criou entidades offshore, retendo milhares de milhões de dólares enquanto alegava ser residente fiscal em parte alguma”. “Nunca vi nada assim”, garantiu o congressista que conduzirá a audiência de Tim Cook.

 

O senado afirma porém que a Apple não fez nada que possa considerar-se ilegal para minimizar os impostos a pagar. Apesar de “ter explorado a diferença entre as regras de residência fiscal entre a Irlanda e os EUA”, escreve a Reuters citando o relatório do senado, a companhia terá “violado o espírito da lei”. Ainda assim, agiu em conformidade com a mesma, refere Levin, citado pelo FT.

 

Apesar disto, a desaprovação às práticas da Apple foi bipartidária, com o republicano John McCain a afirmar que a tecnológica orquestrou um esquema “escandaloso”, que “privou propositadamente o povo americano de receita”.

 

A Apple, por sua vez, nega ter usado “truques fiscais” para pagar menos impostos, e alega ser o maior contribuinte empresarial dos EUA. As declarações, citadas pelo FT, foram divulgadas pela empresa num documento publicado online.

 

Antes da Apple, a Microsoft e a Hewlett-Packard foram também alvo do escrutínio do senado norte-americano.

 

 

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