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Circo da Fórmula 1 está de regresso. Veja cinco coisas que mudam

A Fórmula 1 arranca este domingo, 20 de Março, e conta com cinco grandes alterações. Mudam os regulamentos, o calendário, as equipas, os "tokens" e até as transmissões. A velocidade mantém-se.

André Vinagre andrevinagre@negocios.pt 18 de Março de 2016 às 15:45
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Os carros começam a acelerar para a Fórmula 1 já este domingo. A nova temporada terá várias alterações que vão desde os regulamentos até às transmissões em sinal aberto. Fique a par das mudanças na competição automóvelque movimenta muitos milhões.

 

Regulamentos 

A FIA (Federação Nacional do Automóvel) vai impor novas regras no que toca à própria competição. Este ano, o número de testes de pré-temporada foram reduzidos de três para dois e o número máximo de eventos foi aumentado para 21, com o objectivo de se adaptar ao diferente calendário deste ano.

 

Qualquer piloto que faça com que o início da corrida seja abortado, será obrigado a reiniciar a saída a partir das boxes.

 

O "safety car" virtual, que força os pilotos a diminuírem a velocidade ao passarem por lugares da pista onde tenham havido acidentes, vai começar a ser usado nas sessões de treinos para evitar o uso da bandeira vermelha, paralisando a corrida.

 

Além disso, o processo de qualificações foi altamente revisto: as alterações prevêem que haja três períodos (Q1, Q2 e Q3) com todos os pilotos em pista, que serão eliminados um a um, começando pelo mais lento. Na Q1, que vai durar 16 minutos e terá 22 automóveis em prova, sai o mais lento após sete minutos e depois a cada 90 segundos até sobrarem 15 pilotos, que transitam para a Q2. Na Q2, que dura 15 minutos, o processo repete-se até sobrarem oito pilotos que passam à última fase, a Q3, que tem 14 minutos e são eliminados pilotos a cada 90 segundos até ficarem dois pilotos em pista para discutir a "pole position" na última volta.

 

Estas mudanças têm sido contestadas por vários sectores, como Bernie Ecclestone, Sergio Macchione e pilotos como Fernando Alonso e Lewis Hamilton. 

 

Calendário 

O novo calendário da Fórmula 1 vai contar com 21 provas e com um circuito inédito. Baku, no Azerbaijão, vai receber, a 19 de Junho, pela primeira vez um Grande Prémio da prova. Além disso, o Grande Prémio da Alemanha vai ter lugar no Hockenheimring, na cidade de Hockenheim, depois de o evento ter sido cancelado em 2015.

 

O calendário deste ano obriga também a que o Grande Prémio da Malásia seja realizado mais perto do final do ano, a 2 de Outubro, ao contrário do que acontecia normalmente, em que o evento era realizado nos primeiros meses da temporada. Já o Grande Prémio da Rússia vai ser antecipado para Maio, sendo agora a quarta prova da competição.

 

Equipas e pilotos 

A Haas, equipa formada por Gene Haas, que também é dono da equipa de Nascar Sprint Cup, vai-se juntar à Fórmula 1, tornando-se a primeira equipa norte-americana a competir desde 1986. Já a Manor Marussia mudou o nome para Manor Racing.

 

Relativamente aos pilotos, Romain Grosjean abandonou a Lotus e juntou-se à nova equipa Haas, fazendo par com Esteban Gutiérrez, antigo piloto de testes da Ferrari. Jolyon Palmer vai estrear-se na Fórmula 1 como piloto da Renault. Já Pastor Maldonado foi substituído por Kevin Magnussen como piloto da Renault, enquanto a Manor assinou com dois estreantes para a temporada de 2016, o alemão Pascal Wehrlein e Rio Haryanto, que se torna, assim, o primeiro piloto da Indonésia na competição.

 

"Tokens" 

Esta temporada, cada uma das quatro fabricantes (Ferrari, Mercedes, Renault e Honda) tinha à sua disposição 32 "tokens" (fichas de desenvolvimento para as construtoras fazerem alterações mecânicas aos seus carros), mais sete relativamente a 2015. Este aumento no número de "tokens" vai permitir que a Ferrari, a Renault e a Honda recuperem o atraso para a Mercedes, que tem vindo a dominar a Fórmula 1 desde a introdução dos motores V6 turbo híbridos.

 

Antes do início do Grande Prémio da Austrália, a primeira prova da competição, a Ferrari já tinha gastos 23 "tokens", a Mercedes 19, a Honda 18 e a Renault gastou apenas sete.

 

Transmissão televisiva 

A transmissão televisiva da Fórmula 1 também vai sofrer alterações. A Eurosport chegou a acordo com a Formula One Management, grupo de empresas responsável pela gestão da competição automóvel, para a aquisição dos direitos de TV e digitais exclusivos, transmitindo a competição em sinal aberto.

 

A estação vai transmitir a Fórmula 1 em Portugal a partir deste ano até 2018 e abarca todas as corridas, sessões de qualificação e treinos.

 

Peter Hutton, CEO da Eurosport, disse que "a F1 é uma das principais marcas desportivas e o maior evento no calendário de desportos motorizados. Garantir esses direitos para Portugal é uma demonstração adicional da estratégia de activos-chave a nível local e pan-regional, a par do nosso compromisso de ter os maiores eventos e capturar os melhores momentos desportivos no Eurosport".

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