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Associação de minoritários da PT mantém voto contra na AG

A Associação dos accionistas minoritários da Portugal Telecom reiterou a sua posição de votar contra a desblindagem dos estatutos na assembleia geral da próxima sexta-feira. Jorge Neto salienta que a proposta é incerta e que é inferior à da PT, nomeadamen

Paulo Moutinho 28 de Fevereiro de 2007 às 11:35
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A Associação dos accionistas minoritários da Portugal Telecom reiterou a sua posição de votar contra a desblindagem dos estatutos na assembleia geral da próxima sexta-feira. Jorge Neto salienta que a proposta é incerta e que é inferior à da PT, nomeadamente, em termos de valor.

O presidente da associação, que representa mais de 1% do capital da operadora, afirmou ao Jornal de Negócios Online que "vamos manter a posição de votar contra a desblindagem dos estatutos" no âmbito da OPA da Sonaecom sobre a operadora.

Jorge Neto reagiu assim ao contra-ataque da empresa liderada por Paulo Azevedo. A Sonaecom apresentou ontem, ao final do dia, um pacote de dividendos em "cash" avaliado em 5,7 mil milhões de euros de 2007 a 2010, para os accionistas da PT que queiram permanecer na empresa depois da OPA.

A proposta anunciada é claramente uma resposta ao plano da PT, "mas é inferior, nomeadamente no que concerne ao seu valor", afirma o presidente dos minoritários da operadora.

A administração liderada por Henrique Granadeiro, em resposta à OPA da Sonaecom a 10,50 euros, tinha apresentado um pacote de remuneração orçado em 6,2 mil milhões de euros, ou 5,6 euros por acção. Esta verba será, em caso de insucesso da OPA, distribuída através de dinheiro, acções da PT Multimédia e recompra de acções próprias.

Jorge Neto destaca o facto de a proposta da Sonaecom ser de 5,10 euros por acção entre 2007 e 2007, enquanto a da PT é de 5,60 euros por título mas num período inferior, entre 2007 e 2009.

Além do valor ser inferior, na sua opinião, o responsável destaca o facto de a proposta da Sonaecom estar "cheia de incertezas". Jorge Neto salienta que no documento ontem entregue à CMVM, a empresa liderada por Paulo Azevedo condiciona esta proposta de distribuição de dividendos a vários factores.

"A alienação de activos, a reestruturação da empresa e o plano de amortização da dívida da Sonaecom", logo "não é líquido que tal aconteça", afirma Jorge Neto, acrescentando que "a [proposta] da PT é certa. Não vai vender activos para distribuir aos accionistas".

O presidente da associação conclui afirmando que o plano apresentado pela administração da PT "dá uma segurança aos accionistas da operadora que é superior à incerteza da proposta da Sonaecom".

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