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Associações criam Conselho da Construção do Noroeste Ibérico

Cinco associações do sector da construção de Portugal e Espanha reuniram-se para criar o CCNI que tem por principal objectivo ser uma «voz forte» junto dos Governos de Madrid, Lisboa e da UE.

Negócios negocios@negocios.pt 15 de Novembro de 2002 às 14:24
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Cinco associações do sector da construção de Portugal e Espanha reuniram-se, hoje, no Porto, para criar o Conselho da Construção do Noroeste Ibérico (CCNI) que tem por principal objectivo ser uma «voz forte» junto dos Governos de Madrid, Lisboa e da União Europeia.

As cinco associações - a Associação dos Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN) e as suas congéneres das Astúrias, Galiza, Cantábria e Leão,- formalizaram hoje, no Porto, a constituição do CCNI.

O Conselho representa um universo de 25 mil empresas (96% das quais micro empresas com menos de 6 trabalhadores), 600 mil postos de trabalho e um volume de negócios da ordem dos 12% do Produto Interno Bruto (PIB) das respectivas regiões.

O objectivo expresso do Conselho é «a defesa e a promoção dos interesses determinados pela actividade económica da construção do Noroeste Ibérico», segundo os estatutos da nova entidade.

Os representantes desta indústria de uma região que representa um quarto da Península Ibérica enquanto espaço geográfico e com 10 milhões de habitantes, entendem que a «comunhão de esforços» reforça o seu potencial reivindicativo junto dos poderes centrais.

«Quando um de nós fala isoladamente, os governos de Madrid e Lisboa podem fazer-se surdos e continuar a traçar eixos de desenvolvimento que deixam cada vez mais distantes as populações das nossas regiões. Mas se falarmos todos a uma só voz terão de nos escutar», sublinhou o presidente da AICCOPN, Rui Viana, em conferência de imprensa.

O CCNI diz já ter obtido acordo de princípio para a ligação ferroviária de alta velocidade entre Vigo e Porto, com estação no aeroporto de Pedras Rubras, mas quer continuar a lutar por um desenvolvimento equilibrado das cinco regiões.

«Queremos incrementar o intercâmbio comercial e defender os interesses comuns. Esta zona não está equilibrada em termos de convergência. Somos Objectivo 1 até 2006 e por isso nos preocupa a entrada de outros países na União Europeia», destacou Serafin Martinez Fernandez, da Confederação Asturiana de Construção, também presente na conferência de imprensa.

Para além da acção como «lobby» político, o Conselho pretende desenvolver o intercâmbio comercial e as parcerias entre empresas das respectivas regiões, nomeadamente ao nível da formação profissional e da permuta de mão de obra.

Serafin Martinez Fernandez rejeitou a visão de que Espanha possa ter uma atitude proteccionista em relação às empresas portuguesas. Rui Viana opinou que «as grandes empresas de construção espanholas têm sede em Madrid» enquanto as que fazem parte do Conselho só têm a ganhar com a união de esforço com as congéneres portuguesas. «Esse tema foi tratado e faz parte do protocolo», frisou.

A presidência do CCNI é ocupada rotativamente por cada um das cinco associações. A primeira presidência pertence à Confederação Asturiana.

Por Luísa Bessa

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