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ATM apela à suspensão da Papelaria Fernandes por “irregularidades contabilísticas”

A ATM enviou uma carta à CMVM onde apela a uma suspensão da cotação da Papelaria Fernandes, por considerar que a empresa tem violado alguns "princípios contabilísticos". A associação equaciona mesmo recorrer aos tribunais "caso entenda ter havido irregula

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 19 de Setembro de 2007 às 14:45
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(Corrige empresa alvo do  pedido da ATM. É a Papelaria Fernandes e não a Soares da Costa a empresa visada)

A ATM enviou uma carta à CMVM onde apela a uma suspensão da cotação da Papelaria Fernandes, por considerar que a empresa tem violado alguns "princípios contabilísticos". A associação equaciona mesmo recorrer aos tribunais "caso entenda ter havido irregularidades na adopção de determinados critérios contabilísticos".

Numa nota envida à imprensa, e também enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais (ATM) solicita uma "eventual suspensão [...] à cotação" das acções da Papelaria Fernandes [PFE].

Isto porque, no entender na associação, existem "indícios de violação dos princípios contabilísticos ao não registarem as perdas potenciais (pelos critérios da prudência) e ao fazerem um aumento dos capitais próprios (por critérios facultativos, nomeadamente, reavaliações sistemáticas)".

Estes registos, se fossem efectuados, "poderiam afectar significativamente o princípio da continuidade ao obrigar a um aumento de capital", diz a mesma entidade.

A ATM afirma que mesmo que equaciona "recorrer aos tribunais caso entenda ter havido irregularidades na adopção de determinados critérios contabilísticos que possam ter sido usados conscientemente para alterar a percepção dos investidores e encobrir uma situação de perda de mais de metade dos capitais próprios da sociedade".

A entidade presidida por Octávio Viana elenca seis casos de eventuais "irregularidades" contabilísticas.

O primeiro prende-se com um negócio realizado entre a administração e a Fundação Ernesto Lourenço Estrada (a fundação é um dos maiores accionistas da Papelaria Fernandes), "que se traduziu na alienação de um imóvel situado no Largo do Rato, em Lisboa. O valor da transacção foi de 3,15 milhões de euros".

"Dadas as relações entre o Conselho de Administração e a Fundação era importante a existência de uma avaliação independente para aferir se o valor da transacção corresponde ao justo valor do imóvel", sugere a ATM.

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