Banca & Finanças Aumento de capital do Santander subscrito sobretudo por investidores britânicos e dos EUA

Aumento de capital do Santander subscrito sobretudo por investidores britânicos e dos EUA

O aumento de capital do Santander foi subscrito maioritariamente por investidores norte-americanos e britânicos, noticia a EFE.
Aumento de capital do Santander subscrito sobretudo por investidores britânicos e dos EUA
Reuters
Lusa 10 de janeiro de 2015 às 20:49

O conselho de administração do Santander, que detém em Portugal o Santander Totta, aprovou na quinta-feira um aumento de capital de até 7.500 milhões de euros, operação que melhorará os rácios de capital do banco entre 8 e 10%.

 

A operação realizou-se entre investidores institucionais por um montante nominal de 606.796.117 euros e a emissão de 1.213.592.234 ações ordinárias do Banco Santander.

Estes títulos representam 9,64% do capital social do banco antes do aumento de capital.

 

As entidades encarregadas da colocação dos títulos (que começam a ser transaccionadas a 13 de Janeiro) foram a Goldman Sachs e o UBS.

 

O Santander referiu na quinta-feira que, depois da operação de aumento de capital, vai "reformular a sua política de dividendos, voltando a pagar em efectivo a maior parte do mesmo", e recordou que, durante os anos da crise, o programa Santander Dividendo Elección permitiu que o banco se conseguisse recapitalizar, podendo os accionistas optar por receber os dividendos ou convertê-los em acções.

 

"A intenção do Conselho de Administração é que a retribuição em relação aos resultados de 2015 seja de 0,20 euros por acção", lê-se na nota do Santander, acrescentando-se que, "nos próximos exercícios, a evolução do dividendo será de acordo com o crescimento dos resultados, com o objectivo de que a remuneração efectiva represente entre 30% e 40% do resultado recorrente, em vez dos actuais 20%".

 

O banco espanhol formalizou a 23 de Dezembro a manifestação de interesse na aquisição do Novo Banco, o banco de transição que herdou os activos e passivos considerados não tóxicos do Banco Espírito Santo (BES), que foi alvo de uma resolução pelo Banco de Portugal.




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