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Aumento de capital no Montepio através de injecção e de unidades de participação

Os mutualistas vão colocar mais 301,5 milhões de euros na Caixa Económica Montepio Geral. 270 milhões serão colocados através da injecção de dinheiro, 31,5 milhões pela subscrição de unidades do fundo de participação.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Março de 2016 às 19:22
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O aumento de capital na caixa económica, a ser subscrito pela Associação Mutualista Montepio Geral, vai ser concretizado através de uma injecção em dinheiro mas também através da subscrição de unidades de participação.

 

"O referido aumento de fundos próprios será concretizado pelo Montepio Geral - Associação Mutualista mediante a realização de capital institucional, em numerário, de 270 milhões de euros e pela aquisição de até 31,5 milhões de euros em unidades de participação próprias do fundo de participação da Caixa Económica Montepio Geral, detidas pelo Montepio Investimento S.A.", assinala um comunicado publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

Tal como o Negócios já tinha avançado, depois dos prejuízos de 243 milhões de euros em 2015, a caixa económica vai ser alvo de um aumento de capital de 300 milhões. José Félix Morgado, presidente da caixa, tinha dito que a operação seria apenas em numerário mas, segundo o comunicado à CMVM, há uma parte concretizada através da injecção de unidades de participação que já estão emitidas. Para isso, os actuais titulares têm de se reunir em assembleia-geral. 

 

"Será submetido à consideração dos detentores de unidades de participação do fundo de participação a possibilidade de manutenção da proporcionalidade dos seus direitos patrimoniais, no quadro previsto da respectiva assembleia-geral ordinária", indica ainda o documento.

 

"Este aumento dos fundos próprios da CEMG estima-se que venha a reforçar, com referência a 31 de Dezembro de 2015, o rácio Common Equity Tier 1 (CET1) da CEMG para 10,9% e o rácio Capital total para 11,9%, acrescenta ainda.

 

Em termos de capital, o rácio Common Equity Tier 1, rácio de referência que mede o peso do capital de melhor qualidade numa instituição financeira, ficou em 8,81%, mais 31 pontos base (0,31 pontos percentuais) que no ano anterior, de acordo com as regras aplicáveis neste momento. O mínimo é 7%.

 

Contudo, caso já estivessem em vigor todas as normas constantes do novo regime de regulação Basileia III (que só serão obrigatórias em 2019), o rácio CET1 do Montepio cairia 23 pontos base para 6,75%.

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