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Austeridade impede Ryanair de subir preços dos bilhetes

A companhia aérea de baixo custo apresentou lucros recorde. Mas, nos próximos meses, a austeridade europeia vai impedir que se possam subir os preços dos bilhetes de avião. A empresa não conseguirá, assim, compensar totalmente o aumento dos custos com os combustíveis. O que vai levar a uma quebra nos resultados.

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A Ryanair não vai conseguir aumentar como pretendia os preços dos bilhetes ao longo dos próximos meses, como tem feito até aqui. A austeridade na Europa não o vai permitir, alertou a administração da companhia aérea.

"Tivemos subidas de preços nos últimos três anos. A média dos aumentos no último ano foi de 15%. Consideramos que subir os bilhetes para compensar custos mais elevados com combustíveis será difícil neste ambiente, com 25% de desemprego em Espanha", afirmou o administrador financeiro da Ryanair, citado pela agência Dow Jones. Com a Grécia, a empresa não apresenta grandes receios. “A Grécia é muito pequena para nós”, acrescentou Howard Millar.

“Recessão, austeridade, preocupações cambiais e menores preços dos bilhetes em bases novas ou em ascensão na Hungria, Polónia, Reino Unido e Espanha vão tornar difícil a repetição dos resultados recorde deste ano”, indica o CEO da empresa, Michael O’Leary, no comunicado emitido pela empresa.

“Esperamos que qualquer subida nos preços vá compensar apenas, parcialmente, os custos com combustíveis mais elevados”, continua o administrador conhecido pelas suas polémicas declarações.

Lucros recorde que não se repetem para o ano

A empresa apresentou um crescimento de 25% dos lucros para 502,6 milhões de euros, em comparação com os 401 milhões de euros no período homólogo. Um número que ficou acima do previsto tanto pela companhia como pelos analistas e que conseguiu desafiar o aumento de mais de 360 milhões de euros do custo com combustíveis.

Ao longo dos 12 meses até ao final de Março, a empresa irlandesa apresentou uma expansão de 19% das receitas e de 5% dos passageiros.

“Esta subida de 25% dos lucros para um novo recorde de 503 milhões de euros e a subida de 5% do número de passageiros durante um ano de mais elevados preços do petróleo e uma profunda recessão na Europa é um resultado digno de louvor”, acrescenta o CEO, no comunicado da Ryanair.

Para o próximo ano, o lucro deverá cair para um montante entre 400 e 440 milhões de euros, alertou a empresa, apontando, então, as culpas para a austeridade.

Apesar do resultado recorde, o aviso de que os números iriam deslizar fez com que as acções chegassem a cair mais de 6,5% em Dublin. Seguem agora a negociar nos 3,966 euros, com um recuo de 1,44%.
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