Automóvel Autoeuropa: Trabalhadores votam aumento salarial na quinta-feira

Autoeuropa: Trabalhadores votam aumento salarial na quinta-feira

A comissão de trabalhadores está confiante que o pré-acordo laboral seja aprovado no referendo que vai ter lugar a 1 de Março.
Autoeuropa: Trabalhadores votam aumento salarial na quinta-feira
Bruno Simão/Negócios
André Cabrita-Mendes 27 de fevereiro de 2018 às 12:52
Os 5.700 trabalhadores da Autoeuropa vão pronunciar-se sobre o pré-acordo laboral em referendo na quinta-feira, 1 de Março. Este pré-acordo foi alcançado pela comissão de trabalhadores (CT) e a administração da fábrica a 21 de Fevereiro e inclui um aumento salarial de 3,2% para este ano.

A comissão de trabalhadores está a apresentar o resultado das negociações aos trabalhadores da fábrica da Volkswagen esta terça-feira, 27 de Fevereiro. Neste momento já tiveram lugar dois plenários e o terceiro vai ter lugar a partir das 16 horas.

O coordenador da CT, Fernando Gonçalves, disse ao Negócios que está confiante que os 5.700 trabalhadores da unidade de Palmela vão aprovar este pré-acordo no referendo de quinta-feira.

De fora destas negociações ficaram os novos horários de trabalho aos fins-de-semana, a partir de Agosto, cuja respectiva compensação será discutida quando o actual processo estiver concluído.

A direcção e a CT estavam a negociar desde Dezembro o novo caderno reinvidicativo. A administração começou por oferecer aumentos de 2,6% em 2018 e de 2% para 2019. Como ponto de partida, a CT exigia aumentos salariais de 6,5% para este ano.

Mas a CT rejeitou esta proposta em Janeiro, por considerar que os mesmos "são insuficientes e que é imprescindível elevar as condições remuneratórias dos trabalhadores", segundo um comunicado da CT divulgado em Janeiro.

Em resposta, a administração avançou com uma proposta de aumentos salariais de 3% para este ano e de 2% para o próximo, voltando a CT a reafirmar a sua "posição de insatisfação" com os valores.

Recorde-se que os trabalhadores da Autoeuropa chumbaram em 2017 dois pré-acordos alcançados entre a administração e a CT. Contudo, estes pré-acordos diziam respeito à compensação relativamente ao trabalho ao sábado que arrancou no início de Fevereiro. Perante o impasse gerado, a direcção da fábrica decidiu impor os novos horários unilateralmente que arrancaram no início de Fevereiro.



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