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Autoeuropa promete as "melhores condições possíveis" aos trabalhadores

A administração da Autoeuropa vai comunicar "muito em breve" as medidas a tomar após a rejeição do pré-acordo laboral pelos trabalhadores, mas sublinhou que continuará a esforçar-se por oferecer as "melhores condições possíveis".

Negócios negocios@negocios.pt 18 de Junho de 2009 às 14:44
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A administração da Autoeuropa vai comunicar "muito em breve" as medidas a tomar após a rejeição do pré-acordo laboral pelos trabalhadores, mas sublinhou que continuará a esforçar-se por oferecer as "melhores condições possíveis".

De acordo com um comunicado da empresa, citado pela Lusa, a administração "irá muito em breve comunicar as medidas para responder competitivamente às oscilações do mercado".

"A administração da Volkswagen Autoeuropa continuará a esforçar-se por oferecer aos seus colaboradores as melhores condições possíveis no quadro altamente competitivo que hoje caracteriza a disputa pela produção de novos modelos entre todas as fábricas do grupo, assegurando o futuro da empresa", refere ainda o documento divulgado pela empresa.

Os trabalhadores da Autoeuropa rejeitaram quarta-feira um pré-acordo laboral que previa uma redução do pagamento do trabalho extraordinário em seis sábados por ano, desde que os trabalhadores já tivessem usufruído de mais do que os 22 'downdays' (dias sem produção) anuais.

Neste caso, em vez de receberem os sábados a 200%, com um acréscimo de mais 25%, como estava previsto no acordo de empresa, os trabalhadores passariam a receber seis sábados por ano como trabalho normal e a acumular seis horas positivas no saldo de tempo.

A aprovação do pré-acordo laboral teria garantido, desde logo, a manutenção do trabalho em dois turnos e de 250 postos de trabalho de 250 contratados, não se sabendo ainda qual será a posição da administração da Autoeuropa face à rejeição do pré-acordo laboral.

O comunicado da Autoeuropa lembra que no universo de 3.040 colaboradores inscritos votaram 2.668 com o seguinte resultado, tendo ganho o 'Não' com 1.381 (51,76%), em detrimento do 'Sim' que alcançou os 1.252 (46,93%). Houve 28 votos em branco (1,05%) e sete nulos (0,26%).

O ministro da Economia e da Inovação afirmou "ter muita pena" que esta decisão tenha sido tomada, mas frisou ter sido uma "votação democrática" e que todos têm de "estar à altura das suas responsabilidades".

"Estou muito preocupado e do fundo do coração espero bem que os trabalhadores reconsiderem as consequências que uma decisão destas pode ter", disse hoje o ministro da Economia, Manuel Pinho, sobre a rejeição do pré-acordo laboral na Autoeuropa.

O coordenador da comissão de trabalhadores, António Chora, disse à SIC que durante a reunião a administração informou que iria analisar os resultados da votação do pré-acordo e ponderar as medidas a tomar, remetendo um anúncio da estratégia a seguir apenas na próxima quarta ou quinta-feira.

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