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Avelino Farinha&Agrela ganhou maior volume de empreitadas em 2003

A Construtora AFA – Avelino Farinha & Agrela foi a surpreendente vencedora do “ranking” das construtoras portuguesas que mais obras públicas ganharam durante o ano de 2003, segundo os dados recolhidos pelas AECOPS – Associação da Empresas de Construção e

Nuno Miguel Silva nmsilva@mediafin.pt 07 de Janeiro de 2004 às 08:14
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A Construtora AFA – Avelino Farinha & Agrela foi a surpreendente vencedora do “ranking” das construtoras portuguesas que mais obras públicas ganharam durante o ano de 2003, segundo os dados recolhidos pelas AECOPS – Associação da Empresas de Construção e Obras Públicas, hoje publicados no Jornal de Negócios.

Num ano marcado pela recessão económica e pela travagem no lançamento de empreendimentos por parte da Administração Central, a empresa construtora de origem madeirense, liderada por Avelino Farinha, beneficiou do ciclo eleitoral emalta, com a realização de eleições regionais previstas para Outubro deste ano.

Esta empresa com fortíssima presença no arquipélago madeirense e vocacionada para construção de estradas e de túneis rodoviários, juntamente com a participada AFA – Consultores de Engenharia, Lda, obteve um total de 139,7 milhões de euros, num conjunto de 45 adjudicações.

Só na segunda posição desta tabela surge o Grupo Somague, cuja venda aos espanhóis da SacyrVallehermoso foi recentemente anunciada. Através da Somague Engenharia e das Águas de Paços de Ferreira, uma concessão de abastecimento e tratamento de águas e de saneamento básico ganha pela AGS em consórcio (90%) – uma empresa detida a 100% pelo grupo de Diogo Vaz Guedes – a Somague garantiu 131,488 milhões de euros, em 19 empreitadas.

Apenas na terceira posição aparece o Grupo Teixeira Duarte, quase empatado com a Somague. Entre a Teixeira Duarte – Engenharia e Construções e a EPOS – Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, o grupo conseguiu empreitadas de 131,258 milhões de euros, num total de 31 adjudicações, das quais nove foram obtidas em consórcio com outras empresas. A Teixeira Duarte – Engenharia e Construções registou adjudicações de 103,969 milhões de euros, enquanto a EPOS angariou 27,289 milhões de euros.

Outra grande surpresa desta tabela das construtoras que mais volume de empreitadas de obras públicas garantiu em 2003 foi a Tecnovia. Através da sua participada madeirense, a Tecnovia Madeira, e da sua casa-sede, a construtora conseguiu empreitadas no valor de 87,684 milhões de euros. Um facto curioso em relação a esta construtora, que se encontra em fase de recuperação económica, é que grande parte deste volume de obras foi angariado pela sua filial da Madeira, que conseguiu empreitadas no valor de 67,7770 milhões de euros.

Na quinta posição, colocou-se a Construtora do Tâmega, com um total de 56,058 milhões de euros de adjudicações ganhas, seguindo-se a Zagope, controlada pelos brasileiros da Andrade Gutiérrez, com um total de 47,349 milhões de euros de obras ganhas. Na sétima posição, colocou-se a Lena Construções (Grupo Lena), com um total de 40,485 milhões de euros de adjudicações de obras públicas garantidas ao longo de 2003.

Nos últimos três postos desta tabela organizada pela AECOPS, posicionaram- se a Soares da Costa, com 31,902 milhões de euros; a Edifer, com 31,126 milhões de euros; e a Mota-Engil, a líder do sector da construção em Portugal, com 30,515 milhões de euros.

Além dos dez primeiros lugares, as outras posições da tabela são ocupadas maioritariamente por empresas de média dimensão, como, por exemplo, a Manuel Rodrigues Gouveia, a Tecnorocha, a A. M. Mesquita & Filhos, a Etermar, construtoras que superam outras maiores, como a Construtora Abrantina, Ferrovial, Dragados, Sopol (A. Silva & Silva/Dragados) ou CME – Construção e Manutenção Electromecânica.

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