Empresas Avon vai despedir 2.500 pessoas e mudar sede para o Reino Unido

Avon vai despedir 2.500 pessoas e mudar sede para o Reino Unido

A empresa está a implementar um plano de redução de custos para compensar a quebra do negócio de venda de produtos porta-a-porta. Os despedimentos vão afectar cerca de 7% da força de trabalho da Avon.
Avon vai despedir 2.500 pessoas e mudar sede para o Reino Unido
Rita Faria 15 de março de 2016 às 10:26

A empresa de cosmética Avon vai eliminar 2.500 postos de trabalho e mudar a sua sede de Nova Iorque para o Reino Unido, a última etapa da estratégia de recuperação da marca fundada há 130 anos.

 

Segundo um porta-voz da companhia, citado pelo The Wall Street Journal, a mudança da sede para o Reino Unido não está relacionada com motivos fiscais, mas sim com a aproximação entre as funções corporativas e a maior parte das operações da empresa.

 

O anúncio surge duas semanas depois de a Avon ter concluído a venda da sua operação norte-americana à Cerberus Capital Management.

 

"Com a recente conclusão da venda, as nossas operações comerciais estão totalmente fora dos Estados Unidos, o que nos permite repensar radicalmente o modelo operacional", justificou o CEO da empresa, Sheri McCoy, num comunicado citado pela imprensa internacional.

 

McCoy está a levar a cabo um plano de redução de custos com o objectivo de colocar a empresa no caminho do crescimento, após quatro anos de queda das receitas. Só nos últimos 12 meses, as acções afundaram cerca de 40%. A empresa já havia anunciado uma redução de custos de 350 milhões de dólares, 70 milhões dos quais este ano.

 

A eliminação dos postos de trabalho – que vai afectar cerca de 7% do número total de trabalhadores – deverá gerar poupanças antes de impostos de cerca de 30 milhões de dólares este ano.

 

A empresa vai manter as suas actuais instalações de pesquisa e desenvolvimento em Suffern e Rye, Nova Iorque, e continuar cotada na New York Stock Exchange.

A Avon foi fundada em Nova Iorque há 130 anos por David McConnell, um vendedor de livros de viagens que oferecia produtos de beleza às clientes do sexo feminino, como bónus. A empresa floresceu durante uma época em que as vendas porta-a-porta eram comuns, mas esse tipo de negócio tem diminuído nos últimos anos, especialmente nos Estados Unidos.

As acções da Avon encerraram a sessão de ontem a ganhar 4,29% para 4,38 dólares. 




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