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Balsemão diz que o "monstro quer crescer" quando fala da RTP

"O monstro quer crescer", afirmou hoje Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, durante a sua intervenção na Conferência Anual da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, num discurso pautado por fortes críticas ao actual modelo de Serviço Público praticado na televisão estatal.

Filipe Pacheco filipepacheco@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 14:41
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“O monstro quer crescer”, afirmou hoje Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, durante a sua intervenção na Conferência Anual da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, num discurso pautado por fortes críticas ao actual modelo de Serviço Público praticado na televisão estatal.

O presidente da Impresa, além das críticas tecidas à grelha de programação da RTP, que, segundo diz, é muito similar à dos privados, defende que o “monstro está a crescer”, com a “criação de mais canais” e através da disponibilização de “serviços gratuitos na Internet”.

Um dos exemplos dados é o da RTP N e, em relação aos “new media”, critica também a postura do operador público: “Quando os privados estão a pensar em modelos de negócio para a Internet, o serviço público acha que tudo deve continuar a ser gratuito”, sendo que “tudo isto financiado com o dinheiro dos contribuintes”.

Em relação às palavras que Balsemão dirigiu à grelha de programação e às práticas de concorrência desleal do operador público – por ter uma programação idêntica e obter receitas através de publicidade e do financiamento do Estado -, Guilherme Costa, presidente do conselho de administração da RTP, defendeu um modelo de Serviço Público assente numa lógica de complementaridade e de concorrência aos privados. “Se não déssemos séries, concursos ou futebol teríamos um modelo residual” que não está estipulado no contrato.

Na abordagem às contas do operador público, o presidente da RTP fala numa redução da dívida desde 2003. “Em 2003 a RTP teve 900 milhões de euros de capitais próprios negativos e mil milhões de euros em dívidas. E reduziu esses valores para 700 milhões de euros de capitais próprios negativos e para uma dívida de 800 milhões de euros”. E acrescenta: “Se o valor dos nossos capitais fosse semelhante ao da SIC, não teríamos tido um resultado líquido negativo em 2008”.

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