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Banca portuguesa reduz empréstimos do BCE para mínimos de 2010

A banca nacional voltou a reduzir o financiamento junto do banco central para mínimos de mais de nove anos. A redução mensal foi a mais pronunciada do último ano.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 08 de Outubro de 2019 às 11:41
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Os bancos portugueses voltaram a diminuir a sua dependência do Banco Central Europeu (BCE), ao reduzirem o valor dos empréstimos para o nível mais baixo desde abril de 2010, antes da crise da dívida ter "contaminado" Portugal, revelam os dados publicados esta terça-feira, 8 de outubro, pelo Banco de Portugal.

 

No total, os bancos portugueses têm 18,02 mil milhões de euros de financiamento junto do BCE, o que representa uma queda homóloga de 4,92%, ou 932 milhões de euros. Quando analisados os dados em cadeia, os empréstimos da banca junto do banco central foram cortados em 652 milhões em setembro, face a agosto, ou 3,49%, o que representa a maior redução desde, precisamente, setembro de 2018.

 

Setembro é um mês que fecha um trimestre, pelo que é normal haver mais "limpeza" de carteiras por parte da banca.

 

Os bancos reduziram assim a sua dependência do BCE, num movimento a que já se assiste de forma progressiva desde 2012.

 

O pico de financiamento da banca nacional junto do BCE foi atingido em junho de 2012, quando o montante ascendeu a 60,5 mil milhões de euros, num período marcado pelo fecho dos mercados internacionais para a banca portuguesa devido ao resgate financeiro de 2011.

 

Antes do início da crise de dívida na Europa, que começou com o pedido de ajuda financeira da Grécia em 2010, a dependência da banca nacional do BCE era mais pequena, tendo raramente atingido os 10 mil milhões de euros. 

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