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Banca espanhola vai levar cinco anos a escoar o "stock" de casas

O secretário de Estado da Economia espanhol, Fernando Jiménez Latorre, em entrevista ao "Cinco Días", fala da reforma financeira, assegurando que a banca espanhola "está bem capitalizada".

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2012 às 10:31
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A reforma do sistema financeiro, em Espanha, visa, segundo o secretário de Estado da Economia espanhol, Fernando Jiménez Latorre, colocar imóveis à venda no mercado a um valor mais baixo. O processo, diz em entrevista ao "Cinco Días", "depende da melhoria da gestão e das medidas de reestruturação que a banca adopte para desfazer-se da carteira imobiliária". Dependerá, ainda, da reactivação da procura. "Mas parece-me razoável pensar que a banca pode demorar cerca de cinco anos a desfazer-se de toda a sua carteira imobiliária".

O secretário de Estado acredita que a reforma do sistema financeiro tenderá a baixar os preços dos imóveis, já que os traz para valores próximos da avaliação real. No entanto, este responsável assume que esta é uma reforma que vai demorar a produzir os seus efeitos.

O plano pretende que os bancos assumam parte da desvalorização dos andares quando aconteça uma execução, num montante que ainda não está definido. "Ainda temos que decidir qual a depreciação de uma casa que sirva de garantia, mas temos claro que a banca tem de assumir uma percentagem". Para a banca, os gastos ao adiar o despejo serão deduzidos fiscalmente. O secretário de Estado da Economia diz estar a conversar com o Ministério das Finanças para verificar se há outros custos fiscais que possam ser dedutíveis. E, para isso, foi criado um grupo de trabalho.

O Governo espanhol está também a pretender lançar um programa que se os proprietários não conseguirem encontrar trabalho possam firmar um contrato de arrendamento para ficarem na casa que foi executada, até que normalizem a situação.

Depois da reforma financeira, o secretário de Estado acredita que ficarão cerca de 12 entidades, não temendo falta de concorrência ou oligopólio nesse sector. Aliás, o Governo espanhol promete um teste muito severo por parte do Banco de Espanha para as entidades que se queiram fusionar. "Não faz muito sentido pretender levar a cabo uma consolidação sem a garantia de que a nova entidade não pode ser autónoma para autofinanciar-se e para desenvolver a sua actividade".

O responsável da Economia admite que a reforma pode não conduzir de forma automática a crédito à economia, mas Jiménez Latorre espera que a injecção de liquidez próxima proporcione financiamentos.

Por outro lado, este responsável garante que a banca espanhola "está bem capitalizada e cumpre todos os requisitos. A evolução do negócio depende da conjuntura económica. Na medida em que a conjuntura internacional melhore, a actividade em Espanha vai recuperar e o sector bancário vai melhorar. Por outro lado, as reformas estruturais necessitam de tempo para produzir efeitos".
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