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Banca limita dinheiro para estradas

As empresas candidatas a investir no "pacote" de estradas anunciado pelo Governo estão com problemas de financiamento: o dinheiro não só está mais caro como está menos disponível.

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As empresas candidatas a investir no "pacote" de estradas anunciado pelo Governo estão com problemas de financiamento: o dinheiro não só está mais caro como está menos disponível.

A pouco tempo de precisarem de ter um "cheque" do seu lado, porque o calendário do Governo prevê que a maioria das adjudicações aconteça ainda este ano, algumas concessionárias não estão certas de que consigam sequer ter o dinheiro necessário para arrancar com a construção e remodelação das estradas, pedindo ao Governo flexibilidade nos contratos. Mas o Executivo tem-se mostrado fechado a essa possibilidade.

Em causa estão dois factores novos: a crise financeira internacional; e o facto de os contratos serem agora celebrados com a Estradas de Portugal (EP) e não directamente com o Estado, o que aumenta o risco do financiamento. Estes são os dois argumentos que as concorrentes ao pacote de 12 concessões estão a usar junto do ministro Mário Lino, para que torne os esquemas de financiamento mais flexíveis.

Factor 1: A crise é para todos

A crise financeira internacional provocou uma escassez do crédito, o que fez aumentar as taxas de juro e os "spreads". Hoje, um financiamento deste tipo está a ser negociado a uma taxa de euribor mais 130 a 150 pontos base, o que atira a taxa final para um valor acima dos 6,5%. Há dois anos, com a euribor mais baixa e os "spreads" menores, o mesmo capital era emprestado a uma taxa final na casa dos 4,5%.

Mas esse é apenas um dos problemas. A falta de liquidez tornou o acesso ao crédito muito mais difícil, estando muitas operações de financiamento dificultadas. Ora, é esse cenário que as concessionárias contactadas pelo Jornal de Negócios estão a encontrar.



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