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Banca nacional tem activos 2,3 vezes superiores à economia portuguesa

O sistema bancário português perdeu peso do segundo para o terceiro trimestre, numa evolução conduzida pela queda do crédito. A rendibilidade aumentou e a solidez manteve-se inalterada entre Junho e Setembro.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 28 de Dezembro de 2015 às 17:04
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A banca portuguesa continua a perder crédito. O que faz com que os seus activos estejam a cair. Assim, o sistema bancário português passou a ser 2,3 vezes maior do que a economia nacional no final de Setembro. Em Junho, o rácio era de 2,4 vezes, segundo escreve o Banco de Portugal no documento sobre "desenvolvimentos recentes" relativos ao sistema bancário português à data do terceiro trimestre deste ano. 

  

Em Setembro, os activos da banca ascendiam a 414 mil milhões de euros, 2,3% abaixo dos 424 mil milhões de três meses antes. No período, o produto interno bruto registou uma variação nula face ao trimestre anterior. 

"A evolução do activo reflecte a variação do crédito total e das aplicações em instituições de crédito". Houve menos crédito à economia. Ao mesmo tempo, o crédito em risco aumentou do segundo para o terceiro trimestre. Por sua vez, os depósitos "mantiveram-se resilientes no terceiro trimestre".

Nos últimos anos, a tendência tem sido de descida dos activos da banca, com vista a uma desalavancagem da economia. Em 2010, o sistema apresentava activos três vezes acima do peso do produto interno bruto nacional.

Solvabilidade estagnou, rendibilidade melhorou

 

"Os níveis de solvabilidade mantiveram-se estáveis no terceiro trimestre de 2015". Esta é outra das conclusões retiradas pelo Banco de Portugal no documento que analisa o sistema até 30 de Setembro. Ou seja, ainda antes do fim do Banif.

 

Segundo o relatório, o rácio Common Equity Tier 1 (que relaciona o melhor capital com os activos dos bancos) fixou-se em 11,6% no final de Setembro, o mesmo valor que em Junho. O rácio de solvabilidade total fixou-se em 12,5%. "Os rácios CET 1 e de solvabilidade total estabilizaram no terceiro trimestre", ressalva o regulador liderado por Carlos Costa.

 

Ainda assim, o rácio CET1 representa uma subida face ao rácio de 11,3% registado no final de 2014. Não são elencados os bancos que contribuem positiva e negativamente para os rácios.

 

Em relação aos resultados gerados pela banca, o Banco de Portugal conclui que a "rendibilidade do sistema bancário registou valores positivos", num movimento que se deveu, sobretudo, à redução do dinheiro que os bancos tiveram de colocar de lado para fazer face a perdas futuras (menos imparidades e provisões).

 

Estes dados são relativos ao terceiro trimestre, pelo que não incluem o momento da aplicação da medida de resolução ao Banif, aquele que era a sétima maior instituição do sistema bancário. 

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