Empresas Banco que Estado queria processar é escolhido para assessorar privatização dos CTT

Banco que Estado queria processar é escolhido para assessorar privatização dos CTT

O Estado escolheu o JP Morgan para realizar a assessoria financeira da privatização dos CTT. O banco norte-americano iria ser processado pelo Governo devido ao seu envolvimento no caso dos “swaps”.
Banco que Estado queria processar é escolhido para assessorar privatização dos CTT
Tiago Sousa Dias/Correio da Manhã

O Estado, através da Parpública, já escolheu as duas entidades que o vão assessorar no processo de privatização dos CTT.

 

A assessoria financeira será realizada pelo Caixa – Banco de Investimento e pelo JP Morgan, enquanto a assessoria jurídica ficará a cargo da Vieira de Almeida e Associados.

 

Estado avança para tribunal contra Santander e JPMorgan no caso dos “swaps”

 

No final de Abril, o Governo anunciou a intenção de avançar para tribunal contra o norte-americano JP Morgan e o espanhol Santander no âmbito do caso dos swaps. Ao contrário do que aconteceu com outras instituições financeiras, o Executivo não chegou a acordo com os dois bancos na negociação dos contratos especulativos assumidos por empresas públicas na última década.

 

Dias mais tarde, tanto o JPMorgan, como o Santander, anunciaram que iriam avançar com processos judiciais contra o Metropolitano de Lisboa e do Porto.

 

O JPMorgan terá entrado com um processo contra o Metropolitano de Lisboa, a 26 de Abril, o mesmo dia em que Maria Luís Albuquerque anunciou o resultado das negociações com as empresas e a decisão de avançar para tribunal contra os dois bancos em questão. Em causa estão contratos no valor total de 455 milhões de euros, sendo que as perdas potenciais rondam os 221 milhões de euros.

 

“Fomos forçados a tomar medidas de protecção nos tribunais ingleses”, afirmou o porta-voz do JPMorgan, Brian Marchiony, através de um e-mail, citado pela Bloomberg.

 

Já o Santander Totta terá avançado com um processo contra o Metro de Lisboa, o Metro do Porto e empresas de transportes, a 10 de Maio, adianta a agência de informação americana.

 

Maria Luís Albuquerque revelou a 26 de Abril que, com os bancos com os quais chegou a um resultado positivo no processo negocial no que diz respeito aos contratos de “swaps” problemáticos, vai conseguir "poupar 170 milhões de euros em juros ao longo dos próximos anos e reduzir cerca de 20% das responsabilidades potenciais futuras." 

 

Este sábado, o "Expresso" noticiou que o IGCP (agência estatal que está a gerir o processo dos contratos de cobertura de risco especulativos) tinha chegado a acordo com o JPMorgan para cancelar esses instrumentos financeiros e, assim, reduzir em 400 milhões de euros as perdas potenciais. 

 

A escolha do JPMorgan para assessor financeiro na privatização dos CTT estava, segundo o "Público", dependente da conclusão da negociação entre o IGCP e o banco norte-americano no caso dos "swaps".

 

CTT escolhem PLMJ e Abreu & Associados para a privatização

 

A 7 de Maio, os CTT revelaram que tinham seleccionado os escritórios PLMJ - Sociedade de Advogados, RL e a Abreu & Associados - Sociedade de Advogados como assessores jurídicos da empresa no processo de privatização em curso".

 

"Esta selecção decorreu de uma consulta a oito escritórios de advogados", explicou o mesmo comunicado.

 

(Notícia actualizada às 10h18 com mais informações)




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