Tecnologias Banco de Inglaterra admite ser alvo de ataques informáticos constantes

Banco de Inglaterra admite ser alvo de ataques informáticos constantes

O banco central do Reino Unido enfrenta ataques informáticos "avançados e persistentes" com origem numa grande variedade de fontes, admitiu a instituição.
Banco de Inglaterra admite ser alvo de ataques informáticos constantes
André Vinagre 15 de março de 2016 às 10:59

"O banco enfrenta ameaças informáticas avançadas, persistentes e em evolução por parte de uma grande variedade de fontes, o que pede uma vigilância constante", revelou o Banco de Inglaterra citado pela Bloomberg esta terça-feira, 15 de Março.

 

As vulnerabilidades informáticas são constantemente postas à prova por adolescentes, grupos criminosos, terroristas e espiões estrangeiros que tentam entrar no sistema informático das instituições financeiras, refere aquela agência noticiosa.

 

Contudo, o banco central não quis revelar mais informações sobre o número de vezes que já foi atacado nem a quantia que gasta com empresas externas de cibersegurança.

 

George Osborne, ministro britânico das Finanças, comprometeu-se a duplicar os gastos com as defesas a ataques informáticos e desenvolver novas capacidades informáticas para que o país continue as operações anti-terrorismo.

 

A Bloomberg diz que os ataques informáticos já custaram milhões de libras ao sector financeiro do Reino Unido. Em 2014, os bancos JP Morgan e HSBC viram mesmo os seus sistemas informáticos invadidos.

 

O Banco de Inglaterra diz que estes ataques são um dos principais riscos para a estabilidade financeira. Já o ano passado, a instituição referiu que os bancos e as empresas de investimento não gastam o suficiente com a segurança informática.

 

O banco central disse ainda que um ataque informático bem-sucedido pode ter "repercussões económicas substancialmente adversas para o banco, para o sistema financeiro do Reino Unido e para a economia".

 

"O desafio do Banco de Inglaterra é levantar a questão da segurança informática sem criar o pânico e diminuir a sua própria credibilidade", disse Alex Mendez, fundador da empresa de segurança informática Remora, ouvido pela Bloomberg. "Eles podem achar que se as pessoas perceberem a escala e a frequência dos ataques contra o banco, isso ia diminuir a confiança no sistema financeiro e influenciar a estabilidade", acrescentou.




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