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Banco de Portugal considera que capitalização do Banif é “adequada”

O banco do Funchal apresenta condições de viabilidade, pelo que, em 2017, já terá condições de reembolsar o Estado, segundo a entidade presidida por Carlos Costa. Com a capitalização do Banif, “todos os grupos bancários nacionais” passam a cumprir “o requisito mínimo de solvabilidade”.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 20:31
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O Banco de Portugal considera que o plano de capitalização do Banif, aprovado hoje, 16 de Janeiro, pelos accionistas do banco, é adequado. A reguladora subscreve a ideia de que a instituição conseguirá reembolsar o Estado em 2017, conforme previsto.

 

“Tendo em conta a evolução macroeconómica, as projecções vertidas no plano de recapitalização apresentado pelo Banif, os riscos de execução do plano e as análises de sensibilidade realizadas, o Banco de Portugal concluiu que a operação de capitalização proposta é adequada e que a instituição apresenta condições de viabilidade”, indica a entidade presidida por Carlos Costa em comunicado.

 

No plano de capitalização do Banif, está inscrita a injecção estatal de 1,1 mil milhões de euros no banco liderado por Jorge Tomé, através da subscrição de 700 milhões de euros em acções e de 400 milhões em instrumentos de capital contingente (os chamados “CoCos”). Posteriormente, o Banif realizará, até ao final de Junho deste ano, um aumento de capital com recurso a privados, querendo colocar 450 milhões de euros. Nessa altura, começará a reembolsar os CoCos que deverão ser todos liquidados até 2015. Em relação ao dinheiro investido em acções, o banco tem até 2017 para o reembolsar. O Banco de Portugal acredita que o calendário vai ser cumprido.

 

“No final do período do investimento público, que ocorrerá em 2017, o Banif deverá ser capaz de gerar níveis de rendibilidade susceptíveis de atrair o interesse de investidores privados, permitindo o desinvestimento público”, acrescenta o comunicado da instituição.

 

Bancos nacionais com requisito mínimo de solvabilidade

 

Depois de aprovado o plano pelos accionistas, que permitirá ao Banif alcançar um rácio de solidez financeira (“core tier one”) superior ao mínimo de 10%, o Banco de Portugal sublinha que “todos os grupos bancários nacionais” passam a cumprir esse requisito mínimo de solvabilidade.

 

“[Tal] constitui um elemento determinante para a protecção dos depositantes e para a preservação da estabilidade financeira, aspectos fundamentais para o sucesso do programa de ajustamento nacional e para o regresso de Portugal aos mercados”, acrescenta a entidade presidida por Carlos Costa.

 

Com o Banif, a factura do Estado com os bancos ascende a 5,6 mil milhões de euros, de um total de 12 mil milhões de euros disponíveis para a capitalização dos bancos nacionais considerados viáveis mas com dificuldades em financiarem-se.

 

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