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Banco de Portugal diz que apenas comentará acusações de Cadilhe "em sede própria"

O Banco de Portugal escusou-se hoje a comentar as declarações de Miguel Cadilhe na comissão de inquérito ao BPN, na qual acusou o regulador de "falhas graves" de supervisão, remetendo explicações para "a sede própria", a comissão parlamentar.

Negócios negocios@negocios.pt 16 de Janeiro de 2009 às 16:15
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O Banco de Portugal escusou-se hoje a comentar as declarações de Miguel Cadilhe na comissão de inquérito ao BPN, na qual acusou o regulador de "falhas graves" de supervisão, remetendo explicações para "a sede própria", a comissão parlamentar.

Contactada hoje de manhã pela agência Lusa, fonte oficial do Banco de Portugal afirmou que "o banco não tem nada a comentar" as declarações do presidente do conselho de administração da SLN, quinta-feira à noite na comissão parlamentar de inquérito à nacionalização do BPN.

"Qualquer comentário que o Banco tenha a fazer fá-lo-á na sede própria, neste caso concreto, e como tem sido habitual no passado, na comissão parlamentar", disse à Lusa a mesma fonte.

"É aí que o Banco tem ido dar explicações, noutras matérias e noutros contextos. O Governador [do Banco de Portugal, Vítor Constâncio] já lá foi e tem sempre dado resposta às que perguntas que lhe são feitas" pelos deputados, acrescentou.

O presidente do grupo SLN, Miguel Cadilhe, considerou quinta-feira no Parlamento que se o Banco de Portugal (BdP) tivesse feito o que devia, os actuais problemas do BPN não teriam acontecido.

Cadilhe revelou ainda que "ao contrário do que disseram o BdP e o Governo as imparidades [perdas, de 750 milhões de euros] foram descobertas pelas auditorias" mandadas fazer pela sua administração.

O presidente da administração do grupo que detinha o BPN - entretanto nacionalizado - afirmou igualmente perante os deputados que "se o BdP tinha conhecimento [antes de nós] dessas imparidades, então isso é grave, porque o BdP tinha o dever de intervir muito mais cedo".

"Das duas uma: ou é verdade, o BdP tinha conhecimento das imparidades e não actuou, e isso é muito grave. Ou então não é verdade, e já é menos grave, pois será uma questão de saber quem diz a verdade", reforçou Cadilhe, numa referência a declarações de Vítor Constâncio, no Parlamento, sobre o mesmo caso.

Os deputados que integram a comissão parlamentar de inquérito à nacionalização do BPN já manifestaram intenção de ouvir o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio.

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