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Bancos ingleses vão ter de criar planos que limitem o impacto da sua própria falência

Regra lançada pelo supervisor tem como objectivo impedir bancarrotas com consequências semelhantes às do Lehman Brothers.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Agosto de 2011 às 15:53
Como é que os bancos podem falir sem ter consequências nos mercados financeiros e sem necessitarem de resgates públicos? É a esta questão que os bancos britânicos vão ter de responder. Terão também de seguir as recomendações da Autoridade dos Serviços Financeiros do Reino Unido (FSA, na sigla inglesa).

O supervisor bancário lançou um novo quadro para a recuperação dos bancos, que vai estar em consulta nos próximos três meses, de forma a evitar uma bancarrota semelhante à do gigante Lehman Brothers, que teve fortes efeitos sistémicos. De acordo com a Reuters, a maioria dos bancos terá de ter os planos delineados até ao fim do primeiro semestre de 2012.

“A crise financeira de 2008 mostrou que as empresas falharam na implementação de planos de recuperação eficazes. Se tivessem esses planos antes da crise, podiam muito bem ter tido capacidade para resistir melhor à pressão que se desenvolveu, e as falências podiam ter sido evitadas”, considera a reguladora britânica na sua página de Internet.

Uma das medidas inseridas é, segundo a Bloomberg, o envolvimento dos obrigacionistas privados nos custos com o possível encerramento dos bancos.

O conselho que junta os supervisores do G-20, o Financial Stability Board, pediu às autoridades nacionais para que cada entidade financeira lançasse planos que possibilitassem encerramentos ou falências ordeiras. E é nesse sentido que a FSA lançou este plano de recuperação aos seus bancos.
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