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Bancos portugueses estão mais sólidos do que há um ano

Os presidentes da CGD, do BCP e do Crédito Agrícola defendem, em declarações à Lusa, que o sistema financeiro português está mais forte que há 12 meses, quando o Governo lançou a garantia estatal de 20 mil milhões de euros.

Negócios com Lusa 15 de Outubro de 2009 às 14:20
Os presidentes da CGD, do BCP e do Crédito Agrícola defendem, em declarações à Lusa, que o sistema financeiro português está mais forte que há 12 meses, quando o Governo lançou a garantia estatal de 20 mil milhões de euros.

"A resiliência do sistema financeiro português ficou bem demonstrada face à crise", disse Fernando Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), sublinhando que "o sector está hoje mais sólido do que há um ano".

A CGD foi um dos seis bancos que avançaram com emissões de dívida garantida pelo Estado português, cujo valor global ascendeu até ao momento aos 5.675 milhões de euros, isto é, quase 30 por cento do montante total disponibilizado aos bancos para o reforço da estabilidade financeira e da disponibilização de liquidez, de forma a manterem o financiamento às empresas e às famílias.

"O Governo actuou da melhor forma possível para assegurar que as instituições financeiras desempenhassem o seu papel no financiamento à economia", considerou Faria de Oliveira, acrescentando que "as medidas foram completamente correctas e apropriadas".

A CGD utilizou 1,25 mil milhões de euros dos 2 mil milhões de garantias que lhe foram prestados pelo Estado, sendo acompanhada pelo Millennium BCP e pelo BES, que usaram 1,5 mil milhões de euros. O Banif garantiu 550 milhões de euros, o Finantia 100 milhões de euros e o Banco Invest 25 milhões de euros.

"Aquilo que estes últimos tempos provaram é que o sistema financeiro português era, como muitos de nós dissemos, suficientemente forte e resiliente para suportar o embate da crise", afirmou Carlos Santos Ferreira, presidente do Millennium BCP.

Os bancos que operam no mercado português estão hoje melhor capitalizados do que há um ano, como comprovam os rácios de solvabilidade das principais instituições, que subiram para cima da barreira de referência de 8 por cento (ao nível do 'Core Tier 1') recomendada pelo Banco de Portugal.

"A banca portuguesa enfrentou a crise numa posição relativamente confortável, já que não foi afectada pelo efeito 'subprime'", frisou João Costa Pinto, presidente da Caixa Central do Crédito Agrícola, admitindo que os bancos não escaparam "às dificuldades decorrentes da recessão, com a riqueza nacional a cair à volta de 3 por cento e com as dificuldades das empresas em cumprir com as suas obrigações".

A crise provocou um aumento dos níveis de incumprimentos dos bancos, levando a uma restrição na concessão de crédito e ao aumento dos 'spreads' cobrados.

Em termos bolsistas, a evolução dos bancos cotados no PSI 20 desde há um ano indica que o mercado, depois de ter castigado o sector financeiro - que esteve no epicentro da crise - está agora a apostar na sua recuperação.

As acções do BCP, do BES e do BPI valem hoje mais do que há doze meses e, depois de terem descido até aos mínimos de Março, registaram desde então uma forte valorização de 87 por cento, em termos da média combinada dos três bancos. Já desde o início do ano, o BPI sobe 42 por cento, o BCP 30 por cento e o BES 24 por cento.

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