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Bancos portugueses mais eficientes no primeiro semestre

O rácio de eficiência do sector bancário português apresentou uma melhoria no primeiro semestre do ano, com a redução da relevância dos custos no produto (cost-to-income) em dois pontos percentuais relativamente ao período homólogo de 2005, para os 54,99

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 18 de Setembro de 2006 às 12:03
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O rácio de eficiência do sector bancário português apresentou uma melhoria no primeiro semestre do ano, com a redução da relevância dos custos no produto (cost-to-income) em dois pontos percentuais relativamente ao período homólogo de 2005, para os 54,99%. Os lucros cresceram 29,1%.

De acordo com os dados relativos à actividade bancária no primeiro semestre da Associação Portuguesa de Bancos (APB), que consideram uma amostra de 29 instituições representativas de mais de 90% do sector, o resultado líquido aumentou entre Janeiro e Junho 29,1% relativamente ao mesmo período de 2005, atingindo os 1.191 milhões de euros. Já os impostos sobre os lucros pagos pelos bancos aumentaram, no período em análise, 27,7%, para 223 milhões de euros.

O produto bancário aumentou 11,1% no primeiro semestre para 4.285 milhões de euros. O resultado financeiro apresentou uma variação de apenas 5,4%, para os 2.295 milhões, o diminuindo o seu peso relativo no produto bancário de exploração de 56,4% para 53,6%. Para a APB, isto confirma "a evolução registada nos últimos anos e que aponta para a perda de importância deste tipo de resultados no produto bancário".

Já os resultados decorrentes da prestação de serviços e comissões foram de 944 milhões de euros, o que revela um aumento de 10,8% face ao obtido no mesmo período de 2005.

A APB destaca ainda o aumento de 11,6% do activo líquido dos bancos considerados na amostra, que ascendeu a mais de 325 mil milhões de euros.

Por seu lado o crédito sobre clientes aumentou 8,3% até Junho passado para 202,8 mil milhões de euros, enquanto os recursos de clientes subiram 3,4% para cerca de 131,7 mil milhões.

A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) situou-se em 15,30%.

Menos 50 balcões

Relativamente aos primeiros seis meses de 2005, o número de balcões foi reduzido em 50, para 4.717. O número de empregados apresentou, contudo, um acréscimo de 6,2% (mais 2.907 empregados do que no mesmo período do ano passado), atingindo os 49.816.

A APB justifica este aumento com a "integração de colaboradores anteriormente externalizados", que determinou a subida do rácio de empregados por balcão para 11 pessoas. Pela mesma razão os custos com pessoal aumentaram 17,2%, elevando-se a 1.336 milhões de euros.

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