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Bancos terão seis a nove meses para repor necessidades de capital

Os bancos que estão a ser alvo da avaliação completa do BCE terão entre seis a nove meses para reporem as insuficiências de capital identificadas pelo supervisor europeu. As necessidades relativas à revisão da qualidade dos activos terão de ser colmatadas com instrumentos de qualidade.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 29 de Abril de 2014 às 14:14
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Os bancos europeus que estão a ser sujeitos à avaliação completa do Banco Central Europeu (“comprehensive assessment”), entre os quais a CGD, BCP, ESFG/BES e BPI, vão ter entre seis a nove meses para eliminarem as insuficiências de capital que forem identificadas pelo novo supervisor europeu, de acordo com um comunicado da instituição presidida por Mario Draghi.

 

As necessidades de capital detectadas no âmbito da revisão da qualidade dos activos (“asset quality review”) e do cenário base dos testes de stress terão seis meses para ser colmatadas. Apenas as insuficiências detectadas no cenário adverso dos testes de stress poderão ser repostas num prazo de nove meses.

 

Por outro lado, o BCE pretende privilegiar a utilização de instrumentos de capital de “maior qualidade”, pelo que a “utilização de instrumentos convertíveis de capital está sujeita a limites”.

 

“Em antecipação a qualquer necessidade de capital, os bancos devem começar a considerar que fontes privadas de capital podem ser mobilizadas em resultado deste exercício”, alerta Vítor Constâncio, vice-presidente do BCE, citado no comunicado.

 

O responsável pela supervisão europeia recorda ainda que os planos de capital que os bancos vão ter que apresentar poderão incluir medidas de reforço da solidez como “retenção de lucros, redução de bónus, novas emissões de acções, instrumentos de capital contingente e venda de activos seleccionados a preços de mercado”.

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