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Banif: O filme dos 28 anos de uma história que acabou mal

O Banif durou quase 28 anos e era a "menina dos olhos" de Horácio Roque. Com a morte do comendador também o banco começou a enfraquecer. O fim chegou a 20 de Dezembro com a intervenção do Banco de Portugal. Os deputados querem saber o que se passou.

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Filipa Lino flino@negocios.pt 28 de Março de 2016 às 12:24
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No dia em que Horácio Roque assinou o documento da constituição do Banco Internacional do Funchal Alberto João Jardim era um homem visivelmente satisfeito. Estava salva da falência a Caixa Económica do Funchal, a instituição financeira com maior número de balcões na Madeira, que em 1987 tinha um passivo acumulado de sete milhões de contos.

Roque e o amigo Joe Berardo tinham feito fortuna em África. Juntaram um grupo de investidores e propuseram às autoridades portuguesas transformar a Caixa num banco. O Banif nascia oficialmente a 15 de Janeiro de 1988. Horácio Roque aumentou a sua participação no capital e rapidamente tornou-se o dono e a cara do Banif. 

No dia 3 de Março de 2010 o banqueiro apresentou as contas do Banif numa conferência de imprensa. Seria a sua última a aparição pública.

No dia seguinte o fundador do Banif teve um AVC e foi hospitalizado. Ficou em coma mais de dois meses. Morreu a 19 de Maio de 2010. Com o desaparecimento de Horácio Roque também o Banif começou a morrer… aos poucos. 


O fim chegou a 20 de Dezembro de 2015 quando o banco foi intervencionado pelo Banco de Portugal. O processo da "morte" da instituição vai ser agora escrutinado no Parlamento pelos deputados da comissão de inquérito ao Banif.


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