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Banif: Jorge Tomé diz que "foi pena" exclusão de proposta da Apollo

O ex-presidente executivo do Banif, Jorge Tomé, lamentou que a proposta dos norte-americanos da Apollo para a compra do banco viesse a ser excluída por ter chegado fora de tempo.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 08 de Junho de 2016 às 23:52
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A proposta dos norte-americanos da Apollo para a compra do Banif foi abordada em dois momentos da audição de Jorge Tomé, esta quarta-feira, na comissão parlamentar de inquérito sobre o banco: numa primeira fase, foi perguntado ao gestor se teria havido tempo, com um reforço na liquidez do banco, para negociar vincadamente a proposta da Apollo.

 

"Acho que deveria ter sido feito um esforço adicional do Banco de Portugal para segurar o estatuto de contraparte" do Banif, isto é, a sua capacidade de financiamento no eurosistema, defendeu Jorge Tomé.

 

"Foi pena" que a proposta da Apollo não tivesse sido mais desenvolvida, mas a liquidez do banco - nomeadamente após a fuga de depósitos que se seguiu à notícia da TVI de 13 de Dezembro de 2015 - motivou um acelerar da venda.

 

A Apollo, lembrou Jorge Tomé, "tem inclusive um banco em Espanha", e a sua proposta poderia ter sido negociada - o Banif acabaria vendido, em cenário de resolução, ao Santander Totta, ficando pelo caminho também uma proposta do Banco Popular.

 

A audição de Jorge Tomé na comissão de inquérito, a segunda do gestor, um dos repetentes, demorou pouco mais de quatro horas.

 

O antigo presidente executivo do Banif declarou hoje que havia, na sua óptica, "espaço negocial" para a venda do banco em 2016, frisando que seriam cumpridos no final do ano os rácios mínimos regulamentares exigidos pelo Banco de Portugal. "Objectivamente, o Banif em 2015 não poderia ser declarado insolvente para ser objecto de resolução", vincou.

 

A 20 de Dezembro do ano passado, o Governo e o BdP anunciaram a resolução do Banif com a venda da actividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a criação da sociedade-veículo Oitante para a qual foram transferidos os activos que o Totta não quis comprar. 

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