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Banif regressa aos lucros no primeiro trimestre do ano (act.)

Uma descida dos gastos superior ao produto, com o corte de 20% dos postos de trabalho, e a redução das imparidades levaram o Banif a alcançar 6 milhões de euros de lucros no primeiro trimestre. A venda de dívida pública deu um impulso.

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O Banif registou nos primeiros três meses deste ano um lucro de 6,5 milhões de euros. O resultado representa o "retorno do banco aos lucros, após um período de forte reestruturação", destaca o Banif em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários esta segunda-feira à noite.

 

No primeiro trimestre de 2014, a instituição liderada por Jorge Tomé havia alcançado um prejuízo de 39,7 milhões de euros. Os valores dos primeiros três meses do ano foram reexpressos pelo banco para incorporar as unidades operacionais descontinuadas nas unidades do Banif no Brasil, Malta, Cabo Verde e Banif Mais.

 

O banco refere ainda que as contas do primeiro trimestre "reflecte[m], por um lado, a melhoria do produto bancário e, por outro lado, a descida significativa dos custos operacionais e das dotações para provisões e imparidades e a melhoria dos resultados das unidades operacionais descontinuadas".

 

Os custos do banco do Funchal caíram 26,7% para 39,5 milhões de euros, ajudados sobretudo pela descida dos custos com pessoal, "beneficiando do impacto do processo de reestruturação, nomeadamente através da aceleração do encerramento de agências e do programa de redução do quadro de colaboradores". 

 

Venda de dívida portuguesa impulsiona produto

 

Por sua vez, o produto bancário (correspondente ao volume de negócios obtido pelo banco) alcançou um ganho de 21,9% para se fixar nos 89,6 milhões de euros. Para este valor contou o ganho de 10,7% para 24,9 milhões da margem financeira (diferença entre juros pagos em depósitos e juros recebidos em créditos).

 

Mas uma grande ajuda veio das operações financeiras, que dispararam 23,7% para 44,9 milhões, algo que "esta´ fundamentalmente relacionado com mais-valias obtidas na alienação de títulos de rendimento fixo de divida pública portuguesa (42 milhões de euros no primeiro trimestre de 2015)", sublinha o documento.

 

Imparidades deslizam

 

A diferença entre o custo e o produto resulta numa melhoria do resultado operacional do Banif, que mais do que duplicou de 19,6 milhões, entre Janeiro e Março de 2014, para 50,1 milhões, no mesmo período de 2015.

 

A redução das imparidades (especialmente o dinheiro colocado para enfrentar perdas com crédito) também contribuiu para o resultado positivo do banco fundado por Horácio Roque, tendo em conta que a rubrica se situou nos 27,5 milhões, um corte de 42% em termos homólogos.

 

Nas unidades operacionais descontinuadas, que o banco prevê vender nos próximos meses, o resultado "totalizou -3,2 milhões de euros no final do primeiro trimestre de 2015, o que compara com -9 milhões de euros no primeiro trimestre de 2014, reflectindo o impacto das iniciativas tomadas nestas unidades de negócio em termos de eficiência operacional".

 

Crédito cai mas depósitos também

 

Em termos de solidez do capital, o rácio mais exigente Common Equity Tier 1 situou-se em 8%, recuando 0,4 pontos percentuais face a Dezembro de 2014.

 

O crédito concedido pela instituição financeira, que se encontra em processo de venda da posição que o Estado tem no seu capital, desceu 2% para 7.746 milhões de euros, desde o final de Dezembro até ao final de Março. A maior queda ocorreu nas empresas (5,9%), embora também tenha havido uma quebra nos particulares (3,3%), sendo que, neste último caso, se destacam os empréstimos para o consumo que, embora menos importantes em termos de volume que os créditos à habitação, marcaram uma descida mais expressiva.

 

No mesmo período, os depósitos colocados no Banif deslizaram 3,8% para 6.253 milhões de euros, um movimento que o banco justifica pelo encerramento de agências e pela queda da taxa de remunerações dos produtos.

 

Banif corta um quinto dos funcionários num ano

 

Nos primeiros três meses do ano, o banco doméstico passou de 2.298 colaboradores, em Março de 2014, para 1.850 funcionários no final do primeiro trimestre do ano. O corte foi de 4% face ao final do ano.

 

Foram cortadas 23 agências em três meses. Havia 204 em Dezembro de 2014.

 

(Notícia actualizada às 00h11)

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