Banca & Finanças Bankinter acima das exigências do BCE para o próximo ano

Bankinter acima das exigências do BCE para o próximo ano

Com base nos resultados de Setembro, o espanhol Bankinter, que está presente em Portugal, defende que está acima dos rácios mínimos requeridos pelo BCE para 2018.
Bankinter acima das exigências do BCE para o próximo ano
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 15 de dezembro de 2017 às 16:33

O Bankinter cumpre as exigências de capital do Banco Central Europeu (BCE) para o próximo ano, segundo revela a instituição financeira espanhola.

 

"O Bankinter voltou a ultrapassar amplamente os requisitos mínimos de capital exigidos para 2018 pelo Banco Central Europeu, após o exercício de revisão e avaliação da supervisão (SREP) realizado pelo supervisor europeu", indica a nota enviada às redacções.

 

O rácio Common Equity Tier 1 (CET1), que mede o peso dos melhores fundos próprios tendo em conta o perfil de risco da instituição (activos ponderados pelo risco), exigido em "phase-in" é 7,125%, sendo de 7,75% em "fully loaded". Em Setembro deste ano, este rácio específico era de 11,82% em "phase-in" e de 11,5% com a implementação total das regras.

 

O rácio CET 1 mínimo exigido, segundo as regras aplicáveis em 2018, é composto pelos seguintes requisitos: 4,5% de capital mínimo (abaixo do qual o banco não pode funcionar), 0,75% de pilar 2 (aquele que resulta do SREP e que, portanto, parte da avaliação do risco específico da instituição financeira para que haja uma almofada a utilizar em caso de dificuldades) e ainda 1,875% de reserva de conservação de capital (para eventual utilização em períodos de crise).

 

Da mesma forma, também os rácios de capital total definidos para o próximo ano, que incluem já títulos de dívida subordinados, por exemplo que não são contabilizados em CET1, são inferiores aos que foram registados este ano.

 

"Cumprir amplamente os rácios de capital exigidos pelo BCE permite que o Bankinter não seja limitado nas decisões relativas ao pagamento de dividendos, remunerações variáveis ou cupões de instrumentos Additional Tier1 (AT1) e, acima de tudo, mostram a forte posição em solvência e qualidade dos activos que o banco possui", refere o comunicado enviado pelo banco liderado em Portugal por Alberto Ramos, que refere ter o rácio mínimo mais baixo dos bancos espanhóis.

O SREP é o exercício de supervisão individualizado feito por Frankfurt às instituições financeiras, que tenta delinear requisitos com base no balanço e no risco de cada uma delas. A divulgação dos rácios mínimos não é obrigatória, sendo que, em Portugal, apenas o BPI já anunciou quais as exigências para 2018 - e que também supera


 




pub