Banca & Finanças Bankinter lança cartão de crédito ao consumo em Portugal

Bankinter lança cartão de crédito ao consumo em Portugal

O Bankintercard vê a luz do dia em Março deste ano. O objectivo é que represente 15% da margem do banco em Portugal e quer acabar o ano com 37,5 mil clientes.
Bankinter lança cartão de crédito ao consumo em Portugal
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 05 de março de 2018 às 12:15

O Bankinter lançou, este mês, a unidade de crédito ao consumo. O Bankintercard está disponível para os clientes que o desejarem, sem ligação ao banco. A aposta no financiamento ao consumo passará, depois, pela procura de parceiros que utilizem o cartão. 

 

O Bankintercard, cartão lançado pela filial Bankinter Consumer Finance, está disponível para os clientes que o quiserem ter, não precisando de dispor de relação bancária com o grupo de capitais espanhóis, segundo anunciaram os responsáveis do banco em conferência de imprensa esta segunda-feira, 5 de Março, em Lisboa. 

 

O responsável da área de financiamento ao consumo em Portugal é António Seixas, que admite que não é no excesso de crédito que deve estar a preocupação, mas sim na forma como os empréstimos são concedidos. "O regulador está muito atento", admite. 

 

Haverá quatro grandes formas de distribuição do cartão de crédito, sendo que uma delas são os balcões do Bankinter. Mas também estará em mercado aberto, pelo que contará com stands e telemarketing. Sem anuidade, com seguros e com a devolução de 5% das compras durante os primeiros 12 meses, até um máximo de 120 euros, são as medidas promocionais do cartão. O objectivo é chegar a 37,5 mil cartões vendidos, 20 mil para clientes do banco e 17,5 mil do mercado aberto. 

 

A área de financiamento ao consumo quer representar 15% da margem financeira do Bankinter em Portugal em 2022. Hoje em dia, este contributo da área é de 8%. Este é o peso relativo, o que é um "desafio" para esta unidade, já que o banco também tem metas de crescimento o que, em termos absolutos, obriga a uma maior expansão, como concretizou António Seixas.

 

A filial Bankinter Consumer Finance, onde se enquadra o cartão, espera financiar 130 milhões de euros, até ao final do ano, sendo que, em 2017, contava com 70 milhões. 

 

A equipa, que conta com 12 pessoas, vai passar a ter 20 profissionais. 

 

Expansão 

 

O Bankintercard é a marca comercial do Bankinter Consumer Finance, que nasce de forma orgânica, pese embora a intenção de tê-la feito através de aquisições. Quando comprou a rede do Barclays em 2016, o Barclaycard não foi comprado. Este segmento esteve depois à venda, mas a opção foi não comprar. "Não entrámos pelo preço", disse Alfonso Saez, responsável da área do grupo. 

 

"Em vez de comprar, fazemos organicamente. Porque nos saímos muito melhor", afirmou Saez esta segunda-feira, em Lisboa. 

 

O Bankinter Consumer Finance foi lançado em Maio de 2017 em Portugal, mas só agora há o cartão de crédito, que já existe em Espanha no Bankinter, banco com mais de cinco décadas. "Acreditamos que a história de sucesso de mais de 50 anos se vai replicar em Portugal", segundo Alberto Ramos, director-geral do Bankinter em Portugal. 

 

No grupo todo, a actividade bancária representa 70% do negócio, 20% deve-se à área seguradora, e 10% ao crédito ao consumo.

(notícia corrigida às 12:55: gralha no primeiro parágrafo, sobre objectivo de clientes, rectificada; a devolução de 5% das compras ocorre nos primeiros 12 meses)




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comentários mais recentes
anjospereira 06.03.2018

Bom dia é assim que os bancos funcionam eles não obrigam ninguém a ter cartão as pessoas é que teêm a mania da grandeza gastam aquilo que não podem, não fazem as contas nem querem saber dos juros só quando batem no fundo é que se vão queixar a Deco.

Alentejano 06.03.2018

Na minha terra a divida é considerada servidão ou escravatura e estes cartões parecem-me grilhões para quem for tolo para os colocar como se de simples pulseiras se tratassem! "mais vale parecer pobre na juventude do que selo na velhice" já dizia o meu Avó

Aldrabões como no Barclays 05.03.2018

Até assinaturas falsificavam para levar clientes a comprar produtos de risco sem saberem. Dizem que há hábitos que custa a perder...

Anónimo 05.03.2018

Um barclaycard disfarçado... Cuidado com os juros...

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