Empresas Barbosa & Almeida favorável a consolidação no sector vidreiro na Península Ibérica

Barbosa & Almeida favorável a consolidação no sector vidreiro na Península Ibérica

A Barbosa & Almeida está favorável à consolidação do sector vidreiro na Península Ibérica, disse ao Negocios.pt Carlos Moreira da Silva, presidente da companhia, que estima uma pior «performance» nos resultados em 2003 face ao ano anterior.
Bárbara Leite 03 de fevereiro de 2003 às 16:20
A BA - Fábrica de Vidros Barbosa & Almeida está favorável à consolidação do sector vidreiro na Península Ibérica, disse ao Negocios.pt Carlos Moreira da Silva, presidente da companhia, que estima uma pior «performance» nos resultados em 2003 face ao ano anterior.

«Deve ser um objectivo desta empresa consolidar», afirmou, em declarações telefónicas, Carlos Moreira da Silva, assegurando que «nós estamos disponíveis para essas movimentações em Portugal e em Espanha».

Embora tenha admitido deslocalizar a fábrica da Marinha Grande para a vizinha Espanha, Moreira da Silva assegura que essa hipótese está completamente descartada. Mas mantém, o objectivo de há quatro anos de consolidação de activos com congéneres na Península Ibérica.

Este recuo da BA [BBA] resultou dos incentivos disponibilizados pelo Governo, através da Agência Portuguesa para o Investimento (API) que no «mínimo atingirão os 25 milhões de euros», adiantou Moreira da Silva, sem querer especificar valores.

«Os investimentos na fábrica da Marinha Grande em 2003 serão residuais», acrescentou ao Negocios.pt, a mesma fonte. O «grosso do investimento na Marinha Grande será em 2004», assegurou.

Para este ano, os principais investimentos da vidreira nacional serão em Espanha, mais propriamente «em Léon, onde o grupo prevê investir um total de sete milhões de euros», afirmou o presidente da BA.

Estes investimentos serão realizados com recurso a «cash» gerado pela empresa, referiu a mesma fonte, lembrando que o grupo reduziu, em 2002, a «dívida em 28 milhões de euros, se incluirmos o investimento em acções próprias no valor de 13 milhões de euros.

Em resultado, Moreira da Silva descarta a necessidade de promover alguma operação de aumento de capital neste ano.

A compra de acções próprias não continuará em 2003, visto que a empresa atingiu o limite de deter 10% do seu capital próprio. Estas operações, justificou Moreira da Silva, «são um meio para remunerar os accionistas».

Além da aposta no mercado espanhol que representou, em 2002, «60% das exportações do grupo», a empresa vai dirigir os negócios para «França, África e América Latina», disse ao Negocios.pt, o mesmo responsável.

No conjunto, as exportações corresponderam a 12% do total da facturação da vidreira em 2002. As receitas do grupo totalizaram os 173 milhões de euros, mais 6% face ao ano anterior.

«Em 2003, queremos aumentar as exportações para fora de Espanha», acrescentou a mesma fonte, que não quis pormenorizar metas.

Os resultados líquidos da BA triplicaram em 2002, atingindo os 6,4 milhões de euros.

Mesmo sem querer avançar previsões do comportamento financeiro da empresa para este ano, Moreira da Silva, sublinhou que «este ano tem tendência a ser pior do que o ano passado».

A vidreira está satisfeita com a produtividade interna, apostando nessa área para alavancar os negócios em 2003, mantendo a intenção de continuar cotada em Bolsa, apesar dos maiores custos com a integração no Euronext.

As acções da BA encerraram a 24 de Janeiro, última sessão em que estes títulos negociaram, nos 14,05 euros a cair 8,65%.




Marketing Automation certified by E-GOI