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BBVA foi alvo de “imensas abordagens”

O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), segundo maior banco espanhol, foi alvo de “imensas abordagens”, tanto de bancos europeus como não europeus, afirmou o seu presidente, Francisco González.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 18 de Setembro de 2006 às 18:24
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O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), segundo maior banco espanhol, foi alvo de "imensas abordagens", tanto de bancos europeus como não europeus, afirmou o seu presidente, Francisco González.

"É uma coisa normal", disse González numa entrevista hoje em Singapura, onde o BBVA está a abrir uma representação. O BBVA tem um departamento para o estudo de aquisições e "joint-ventures", cujos executivos falam diariamente com pessoas de todo o mundo, acrescentou.

Os títulos do BBVA ganharam 18% nos últimos três meses devido aos rumores de que alguns concorrentes, como o londrino HSBC e o francês Société Générale poderiam estar interessados no banco espanhol.

González, com 61 anos, que este ano foi ultrapassado pelo BNP Paribas numa oferta de compra do italiano Banca Nazionale del Lavoro, afirmou desejar que o BBVA seja um dos 10 maiores bancos do mundo.

"Não ficamos surpreendidos se surgirem rumores de tempos a tempos. Parte deles não tem qualquer fundamento e alguns chegam a ser surpreendentes", comentou.

O BBVA não está interessado numa fusão entre iguais porque "a estratégia correcta é que alguém assuma a liderança de modo eficaz", acrescentou.

Os títulos do BBVA fecharam inalterados em Madrid, nos 17,98 euros. O banco tem um valor de mercado de 61 mil milhões de euros.

Expansão na Ásia

O BBVA está também a preparar-se para se expandir na Ásia, onde pretende triplicar o seu "staff" para 150 até ao final do ano, referiu hoje o banco espanhol em comunicado. Além de Singapura, o BBVA está a abrir representações em Sul, Mumbai, Sidney e Taipei para acrescentar a uma rede corporativa bancária que inclui Hong Kong e Tóquio.

González disse que o crescimento na China será "uma opção muito importante para o desenvolvimento do banco", que precisará de um parceiro local para qualquer parceria bancária. "Estamos na fase de planeamento", acrescentou o mesmo responsável, referindo-se a aquisições na China.

 

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