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BCP prevê cortar 100 milhões de euros em custos até final de 2003 (act)

O BCP implementou um programa com vista à redução, até final de 2003, de custos adicionais na ordem dos 100 milhões de euros face a 2001. Christopher de Beck disse ao Negocios.pt que «mais de metade da redução será efectuada este ano».

Bárbara Leite 19 de Agosto de 2002 às 19:26
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(actualiza com declarações de Christopher de Beck)

O Banco Comercial Português (BCP) implementou um programa com vista à redução, até ao final de 2003, de custos adicionais na ordem dos 100 milhões de euros face a 2001, informou Jardim Gonçalves, presidente do BCP. Christopher de Beck disse ao Negocios.pt que «mais de metade da redução será efectuada ainda este ano».

O vice-presidente do BCP, Christopher de Beck adiantou ao Negocios.pt, à margem da tomada de posse de João Talone para apresentar modelo de extinção do IPE, que «vamos cortar em papel, em electricidade, e telefone, entre outros».

O mesmo responsável nega a intenção de efectuar cortes no pessoal.

«Não tem a ver com cortes com pessoal», esclareceu de Beck ao Negocios.pt.

Numa carta dirigida aos accionistas, relativa aos resultados do primeiro semestre de 2002, a que o Negocios.pt teve acesso, Jardim Gonçalves avança que, «no domínio do controlo da base de custos operacionais, foi lançado o Programa de Melhoria de Eficiência Operacional, com o objectivo de concretizar até final de 2003 uma redução adicional de custos na ordem dos 100 milhões de euros face a 2001».

O presidente do BCP [BCP] assegura que o lançamento do programa não terá «impacto negativo nos níveis de serviço prestado aos clientes, contribuindo para institucionalizar uma filosofia de baixo custo que permita sustentar tais reduções no longo prazo».

Os custos de transformação cifraram-se, nos primeiros seis meses do ano, nos 723 milhões de euros, o que traduz um acréscimo de 3% face a igual período do ano passado.

Na referida carta, Jardim Gonçalves destaca que a desvalorização de 36,3% nas acções do Banco em Bolsa constitui uma queda inferior à registada no sector na ordem dos 40% a 50%.

A rendibilidade dos títulos do BCP [BCP], no primeiro semestre de 2002, totalizaram 12,2%, se «forem considerados os dividendos, entretanto distribuídos», acrescentou Jardim Gonçalves.

Jardim Gonçalves acrescenta que o banco está «empenhado em desenvolver todos os esforços visando a optimização da estrutura de capital do grupo», estando a sua actuação limitada pela «evolução de volatilidade» verificada no mercado de capitais.

O presidente do BCP diz que «o processo de integração e de racionalização de estruturas» entre o BCP e o ex Banco Mello e SottoMayor está concluído, permitindo agora a criação de condições que permitam «potenciar a captura de sinergias suplementares que decorrem da plena integração informática».

As acções do BCP encerraram nos 2,84 euros, a subir 2,9%.

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