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BCP quer fusão da ONI no sector e cotação em Bolsa da nova empresa

O BCP mantém-se favorável à fusão da participada ONI no sector das telecomunicações, defendendo a criação de uma nova empresa com gestão equidistante dos accionistas e cotada em Bolsa.

Bárbara Leite 19 de Agosto de 2002 às 14:58
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O Banco Comercial Português (BCP) mantém-se favorável à fusão da participada ONI no sector das telecomunicações, defendendo a criação de uma nova empresa com gestão equidistante dos accionistas e cotada em Bolsa, revelou Jardim Gonçalves, numa carta enviada aos accionistas do BCP.

O BCP [BCP], bem como os restantes accionistas da ONI, entre os quais, a Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] «partilham o interesse em explorar a via de consolidação no sector das telecomunicações», acrescenta a referida carta.

O presidente do banco nacional refere que a fusão da ONI no sector das telecomunicações terá vantagens com um modelo de governo da nova empresa, que resultar da fusão, «que garanta uma equipa de gestão equidistante dos accionistas».

Além desta condição, Jardim Gonçalves salienta a necessidade da nova empresa ser capaz «de obter financiamento indispensável ao progresso da sua própria actividade por recurso ao mercado de capitais, não se limitando a ser uma mera subsidiária de qualquer dos accionistas».

A SonaeCom propôs recentemente a fusão das operações de telecomunicações fixas da ONI e da Novis, pretendendo adquirir alguns activos da ONI Way, operadora de telecomunicações móveis que garantiu uma licença para operar na terceira geração móvel, assim que esta desista, como é sua intenção, daquela licença.

Os termos desta proposta «não (são) compatíveis com os princípios defendidos pelos accionistas da ONI», avança Jardim Gonçalves na referida carta aos accionistas.

A ONI pretende valorizar o potencial da área de telecomunicações móveis num cenário de consolidação, visto considerar que a entrada de um quarto operador móvel iria fazer baixar as quotas de mercado dos concorrentes, entre eles, a Optimus, detida pela SonaeCom.

A empresa do universo Sonae pretende unicamente que a ONI desista da licença de UMTS, não tendo apresentado outras contrapartidas aos accionistas, além da afirmação de aquisição de alguns activos.

ONI estuda alternativas à fusão com SonaeCom

Segundo alguma imprensa, as negociações entre a EDP, maior accionista da ONI, e a SonaeCom continuam, visando rentabilização das respectivas operações de telecomunicações.

Contudo, Jardim Gonçalves revelou que «face à atitude tomada pela SonaeCom, os accionistas da ONI estudam, neste momento, diversas alternativas de actuação».

Neste cenário, os accionistas da ONI ponderam «exclusivamente a protecção dos seus interesses e, os da ONI, independentemente de quaisquer interesses e pressões de terceiros», afirmou Jardim Gonçalves.

A EDP detinha 25,49% do capital da Optimus, tendo alienado essa posição à Thorn Finance por controlar a ONI Way. No entanto, a eléctrica nacional poderá optar por desistir da ONI Way recomprando a participação na Optimus até ao final do mês de Setembro.

A ONI pretende entrar no mercado móvel com a tecnologia GPRS, antes do lançamento da terceira geração móvel previsto arrancar no final deste ano, tendo estabelecido para o efeito um acordo com a TMN, operadora móvel do grupo Portugal Telecom (PT) para utilizar a sua rede, mas os restantes dois operadores não querem celebrar os acordos de interligação indispensáveis ao arranque das operações.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) deverá anunciar, em breve, uma decisão sobre esta matéria.

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