Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

BCP recupera mais de 7% desde o mínimo histórico de 0,557 euros

O Banco Comercial Português (BCP) terminou a sessão em queda, mas com uma desvalorização bem menos acentuado do que a registada na parte inicial, altura em que atingiu um novo mínimo histórico. Até ao fecho da sessão de hoje avançou mais de 7%, num dia de elevado número de acções transaccionadas.

Paulo Moutinho | Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 24 de Fevereiro de 2009 às 17:37
  • Assine já 1€/1 mês
  • 23
  • ...
O Banco Comercial Português (BCP) terminou a sessão em queda, mas com uma desvalorização bem menos acentuado do que a registada na parte inicial, altura em que atingiu um novo mínimo histórico. Até ao fecho da sessão de hoje avançou mais de 7%, num dia de elevado número de acções transaccionadas.

As acções do maior banco privado nacional encerraram a cotar nos 0,60 euros, a perder 3,07%. Durante a sessão chegaram a perder um máximo de 10,02%, atingindo o valor mais baixo de sempre, os 0,557 euros, que avaliou a instituição liderada por Carlos Santos Ferreira em 2,61 mil milhões de euros.

A evolução dos títulos do BCP foi acompanhada de um forte volume. Mais de 18 milhões de acções do banco trocaram de mãos, levando o banco a liderar as transacções entre as cotadas do PSI-20. Esta foi a sessão com maior volume do BCP no espaço de uma semana, isto num dia de feriado (Carnaval).

Com esta queda, o BCP completou um ciclo de quatro sessões negativas. No acumulado, o banco apresenta uma quebra de 17,9%, o que se traduz numa redução de 615 milhões de euros ao valor de mercado daquele que é o maior banco privado da bolsa nacional.

Desde a falência do Lehman Brothers o maior banco privado português perdeu metade do valor. Só este ano já afunda mais de 26% e é o segundo que mais perde (atrás do BES) entre as cotadas do PSI-20, desempenho para o qual tem contribuído, em muito, as quedas acentuadas dos últimos dias.

Estas quedas recentes das acções estão relacionadas com uma série de revisões negativas às estimativas, e às avaliações, feitas por parte de várias casas de investimento, com especial destaque para o JPMorgan. O banco norte-americano avaliou, na quinta-feira, os títulos do BCP em 0,58 euros.

No dia seguinte, o KBW e o Espírito Santo Research desceram, igualmente, os preços-alvo atribuídos ao BCP, justificando as revisões com as perspectivas de forte quebra nos lucros do banco. Sublinham também os receios relativamente aos rácios de capital, e ao impacto da queda do zloty, a moeda da Polónia, nas contas.


Ver comentários
Mais lidas
Outras Notícias