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BCP renova mínimo histórico nos 0,557 euros ao afundar mais de 10%

O Banco Comercial Português (BCP) atingiu um novo mínimo histórico ao cotar nos 0,557 euros, após uma queda superior a 10%. Em apenas quatro sessões, já perdeu 816 milhões de euros de valor de mercado, reflectindo os cortes nas estimativas e nas avaliação feitas por várias casas de investimento.

Paulo Moutinho | Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 24 de Fevereiro de 2009 às 10:53
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O Banco Comercial Português (BCP) atingiu um novo mínimo histórico ao cotar nos 0,557 euros, após uma queda superior a 10%. Em apenas quatro sessões, já perdeu 816 milhões de euros de valor de mercado, reflectindo os cortes nas estimativas e nas avaliação feitas por várias casas de investimento.

As acções da instituição liderada por Carlos Santos Ferreira seguem a perder 7,27% para 0,74 euros. Estiveram a perder um máximo de 10,02% durante a parte inicial da sessão, nesta que é já a quarta sessão consecutiva de perdas para o BCP. No acumulado, o maior banco privado nacional afunda 23,6%.

Esta queda dita uma redução de 816 milhões de euros na capitalização bolsista do BCP, que está agora avaliado em bolsa em 2,67 mil milhões de euros. Já vale menos do que a Brisa, e está prestes a ser superado pelo rival BES. O banco liderado por Ricardo Salgado apresenta um valor de mercado de 2,4 mil milhões de euros. O BES está hoje a perder 2,64% para 4,80 euros, depois de já ter tocado no valor mais baixo desde Janeiro de 1997, nos 4,75 euros.

Desde a falência do Lehman Brothers o maior banco privado português perdeu metade do valor. Só este ano já afunda mais de 30% e lidera as perdas entre as cotadas do PSI-20, desempenho para o qual tem contribuído, em muito, as quedas acentuadas dos últimos dias.

Estas quedas recentes das acções estão relacionadas com uma série de revisões negativas às estimativas, e às avaliações, feitas por parte de várias casas de investimento, com especial destaque para o JPMorgan. O banco norte-americano avaliou, na quinta-feira, os títulos do BCP em 0,58 euros.

No dia seguinte, o KBW e o Espírito Santo Research desceram, igualmente, os preços-alvo atribuídos ao BCP, justificando as revisões com as perspectivas de forte quebra nos lucros do banco. Sublinham também os receios relativamente aos rácios de capital, e ao impacto da queda do zloty, a moeda da Polónia, nas contas.

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