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BCP vai emitir até 1,2 mil milhões em valores mobiliários para melhorar rácios de capital

O Banco Comercial Português está convicto que vai cumprir os rácios de capital impostos pelo Banco de Portugal para Setembro deste ano, pelo que não prevê a necessidade de ter que emitir novas acções, indicou hoje Carlos Santos Ferreira, CEO do banco, que adiantou que o banco "nunca" vai recorrer a capital público para recapitalizar o banco.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2009 às 17:55
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O Banco Comercial Português vai emitir valores mobiliários num montante de 1,2 mil milhões de euros para melhorar os rácios de capital, mas não prevê um aumento de capital através da emissão de novas acções, indicou hoje Carlos Santos Ferreira, CEO do banco, que adiantou que o BCP “nunca” vai recorrer a capital público para recapitalizar o banco.

Na apresentação dos resultados de 2008 – os lucros desceram 64% para 201 milhões de euros – Santos Ferreira adiantou que “a nossa convicção” passa pela possibilidade de o banco ter um Tier I de 8,5% em Setembro, sobretudo devido ao impacto estimado pelas novas regras contabilísticas IRB.

“Neste momento, com o Tier I que temos [7,1%], podemos emitir 1.200 milhões de euros em valores mobiliários elegíveis para os rácios de capital, o que teria um impacto positivo de 120 pontos base”, disse Carlos Santos Ferreira. OU seja, o banco prevê que o Tier I suba para 8,5% devidoàs alterações caontabilísticas e chega até aos 9,7% com a emissão dos valores mobiliários.

As novas regras do Banco de Portugal determinam que os bancos terão que apresentar um Tier I de 8% em Setembro deste ano.

O banco vai assim avançar com emissão de valores mobiliários para reforçar os rácios de capital. O banco classifica essa operação como “possível”, mas esclarece que estes valores não são acções, nem acções preferenciais, nem acções preferenciais a subscrever pelo Estado.

Na apresentação de resultados, o CEO do BCP explicou que também não são valores mobiliários convertíveis em acções.

“Estamos a ver com as autoridades de supervisão o tipo de valores mobiliários que podemos lançar. Temos espaço para emitir até 1,2 mil milhões de euros”, explicou Santos Ferreira.

Quanto à possibilidade do banco recorrer à linha de 4 mil milhões de euros para recapitalizar os bancos portugueses, Santos Ferreira adianta que “nunca” o BCP a irá utilizar.

Quanto à venda da operação na Turquia, o BCP explicou que “decidimos vender este activo, porque exigia investimentos pesados. Não os podendo fazer, a operação perdia valor”, disse Carlos Santos Ferreira, explicando que esta venda terá um impacto positivo de 3 pontos base no Tier I.

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